sexta-feira, 29 de julho de 2011

Amor é sentido e não declarado


A maior parte das pessoas anseiam por viver um grande amor, no entanto, quando o têm não os sabem reconhecer simplesmente porque não foi declarado. A necessidade que se tem em ouvir que o parceiro ou pare diga "Eu te amo" muitas vezes condiciona os relacionamentos. A maior parte das pessoas tem necessidade de ouvir a declaração do amor, mais do que a capacidade sentir o amor. 

Este bloqueio é de tal maneira que os intervenientes sequer observam todas as outras demonstrações de amor, simplesmente porque precisam de o ter verbalizado de alguma forma. Esta verbalização ser para a pessoa que a recebe como uma forma de prova necessária de tudo que está a passar, para estabelecer uma falsa segurança  no relacionamento. Digo falsa porque, se  perguntar a si mesmo quantas vezes teve relacionamento em que disse ou lhe foi dito que é amado/a e o relacionamento acabou na mesma? Significa que dizer não tem valor algum a nível de segurança a não ser a mera necessidade de alimentar o ego. Quantos dizem que amam e ao mesmo tempo batem? 


A agora questiono se viver com alguém que nunca lhe disse que o/a ama, mas que o/a trata com todo amor, que o/a trata como realeza, precisa mesmo de ouvir ou de sentir. O problema é que a maior parte, principalmente as mulheres tendem a não sentir se não for dito, e sentem-se não amadas simplesmente porque não foi verbalizado, quando todos os dias há demonstrações de amor. Para além de ser um problema de auto-estima, está também relacionado com o facto das pessoas teres o relacionamentos baseados em estigmas sócio-comportamentais  apresentados principalmente pela TV. Neste sentido, quando numa relação o A fizer algo e o B não se comportar como no filmes, é porque não gosta ou não tem amor.


Também existe um grande preconceito de como este amor deve ou não ser demonstrado e vivido, condicionado principalmente por fatores externos, que constantemente nos dizem como nos devemos comportar. Quando as demonstrações de amor caem fora dos conceitos pré-estabelecidos existe logo uma interpretação como sendo não amor. Todos sentimento de amor, passaram a estar dependentes do 5 sentidos mais do que do que o coração que atualmente simboliza amor.

Amor é para ser sentido e não necessariamente declarado,
mas deve ser manifestado.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Preso/a na dor


Todos nós temos experiências más na vida, aliás a experiência da vida por si só envolve algum grau de experiências boas e más. Ocorre muitas vezes experiências traumáticas que fazem com que a pessoa carregue esta experiência por toda a vida. Muitas vezes a pessoa transporta a dor dessa experiências para o dia-a-dia, para ajudar a manter alerta ou mesmo como forma de identidade. 

A dor passada é tão grande as vezes que a pessoa carrega esta experiência como parte do seu próprio ser, sentido que se soltar esta dor perde a sua própria identidade. Quando nos identificamos com a dor, ficamos presos nela. Significa que todo o nosso ser não poderá existir se não for com a dor passada, e este facto faz com que muitos fiquem presos na dor, no passado, e não consigam abrir as portas para uma nova experiência.

Ocorre nos relacionamentos, depois de algum tempo em estar juntos, no seu término, os intervenientes ficam presos no fim do relacionamento por toda a dor causa pela separação. Se estas pessoas estiveram durante anos ou meses juntos, todo estes momentos bons são postos de lado para se focar no momento que a relação terminou. Essa forma de ver o fim do relacionamento, leva muitas vezes a que a pessoa se feche para encontrar um outro amor, porque tem medo que o próximo relacionamento, embora possa ter anos de coisas boas, tenha aquele dia que tudo acaba.

Pessoas que tiveram uma má infância, quando ainda estão presas nesta dor, tendem a dar uma má infância ao seus filhos, ou mesmo canalizar esta dor para outra pessoas. Quando este problemas de infância são resolvidos, normalmente esta pessoa tem a preocupação de querer oferecer algo melhor do que teve no seu tempo. Comparativamente com a mulher o homem tende em ter mais dificuldades em se libertar da dor e isso é resultado da dificuldade em expressar os seu sentimentos.

É importante a não identificação com a dor mas sim o aprendizado de como ela foi passada ou criada. Quando presos na dor todo nosso livre arbítrio está condicionado, porque pegamos nas experiências dolorosas como defesa e muitas vezes usamos como arma de ataque. O melhor é tentar transformar esta dor em AMOR, aliás qualquer emoção negativa pode ser transformada em amor. 

Transformar a dor em AMOR não significa que irá amar a dor, mas sim que vai mudar a energia associada a essa experiência passada. Afinal é nossa escolha nos lembrarmos dos anos de amor ou dos dias com falta dele, nos focarmos no fim do amor ou em cada momento de amor.

domingo, 24 de julho de 2011

Dar e Receber

É importante aprender a 
DAR  sem precisar de RECEBER 

RECEBER sem precisar de DAR.

sábado, 23 de julho de 2011

Mecanismos de defesa

Todo ser humano precisa de ter mecanismos de defesa (pelo menos na 3ª dimensão). Parte dos mecanismos são inatos à pessoa, outra vêm da educação e a última é adquirida. Este mecanismo faz parte integrante da auto-estima da pessoa, permitindo esta defender-se mais ou menos, ou mesmo escolhar não o fazer.

O mecanismo de defesa, muitas vezes pode ser confundido com o medo, o que é importante também, porque permite em muitos casos fazer com que a pessoa reaja de uma situação de perigo. Por isso, este medo também é uma ferramenta importante como um mecanismo de defesa

Ocorre muitas vezes crianças que são levadas por qualquer pessoa, porque esta não têm medo de seguir, dado que muitas crianças reagem mal quando estão presentes a desconhecidos. No caso da criança é justificável pela (talvez) falta de noção de perigo, estranheza ou outro padrão que a criança possa identificar.
No caso do adulto os mecanismos de defesa estão intrísicamente ligados a auto-estima. A forma como esta pessoa olha para si mesmo vai determinar como acha que deva ser tratada. Estes mecanismo são importantes principalmente nos casos conjugais que envolvam violência, tanto por parte do homem como da mulher.

Outra prática de falta de mecanimos de defesa são de pessoas que contam tudo a todo mundo. Normalmente estas pessoas tendem a querer atrair outras pessoas a sua volta, partilhando aspectos da sua vida, porque necessitam de aceitação ou aprovação de alguma ideia. Também acontece a muitas mulheres que não conseguem resistir a homens, principalmente quando estes impõe determinada pressão, e ao se sentirem coagidas a aceitam o que for. 

Ingenuidade é muitas vezes resultado de falta de mecanismos de defesa. A necessidade que muitas pessoas têm em fazer amigos ou conhecer pessoas, sem impor alguma filtragem, sem tentar perceber o que a pessoa realmente é. Normalmente este tipo de pessoas tem tendência em aceitar todo mundo pelas aparências mais superficiais, o que muitas vezes conduz a uma situação de estar rodeados de falso amigos. Mas este também é resultado da necessidade de querer tem amigos em quantidade e não necessariamente em qualidade.

No caso do homem é galinhisse mesmo, a carne é fraca. Na realidade no homem é capaz de ser mais grave, dado que existem aqueles que não exitam na presença de sexo fácil, muitas das vezes qualquer mulher em qualquer condição. O perigo está no facto de ele achar que é MACHO ao ter este tipo de comportamento, aliás sida reina por causa dele e delas com esta forma de pensamento.
O mais básico mecanismo de defesa é o respeito por si mesmo antes de qualquer outro. Normalmente alguém que se respeita dificilmente desrespeitará outra pessoa, porque não quer ser desrespeitado. O respeito pelo próprio corpo físico, moral, mental e espiritual é importante até para o equilíbrio da pessoa no dia-a-dia.

As pessoas com respeito por si mesmo tendem por escolher quem se aproxima delas, definem que são tratadas não com base no que as outras pessoas querem, mas sim com base naquilo que ela permite.  São pessoas que sabem dizer NÃO, aliás é uns dos primeiros passos para o desenvolvimento espiritual é aprender a dizer NÃO.
Os mecanismos de defesa devem estar balanceados, porque muitas vezes quando se tem muitos, acabamos por viver numa jaula para nos defendermos de tudo e nada. Muitas vezes estes mecanismos são activados depois de uma experiência traumática, activando então medos e receios na pessoa. Essa jaula criada pode ser boa para afastar as coisas más, mas muitas vezes afasta também as boas.

Respeito por toda integridade do indivíduo permite um melhor mecanismo de defesa que é o amor próprio.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A variável DEUS


Todos os dias deparamos com situações que devemos tomar decisões, que temos que escolher. Muitas vezes tudo isso depende de tantas variáveis, tratar de documentos, viagens o que for, toda essa organização depende muitas vezes de alguém dar uma resposta no tempo certo, de abrir uma vaga etc. Boa parte das vezes temos pessoas que nos dão opiniões ou conselhos de diversos tipos.

Toda opinião ou conselho é sempre baseado na experiência de quem dá, e o valor é exatamente este. Quando alguém dá algum conselho este carrega os seus medos e sistema de crenças, mas que podem não corresponder a realidade de outra pessoa, mesmo que tenham quase todos os parâmetros iguais.  Não significa que tenha que o conselho tenha que ser julgado como mau ou bom, mas é necessário ter em consideração a variável DEUS.

A variável DEUS  um fator determinante para criação de qualquer exceção em qualquer regra, permitindo assim que qualquer experiência que siga uma determinada linha possa tomar outra, nem que seja de forma pontual, somente para aquele momento. A variável DEUS tem como componentes outras variáveis que depende exclusivamente do DEUS que se apresenta.

A Variável DEUS é cada um de nós, com a nossa energia, forma de ser, expressão, emoções, todas características inerentes a cada pessoa. O que isto significa é que mesmo que alguém lhe diga que teve determinada experiência e lhe dê conselhos, não há garantia que possa correr da mesma forma, independentemente de ser a experiência negativa ou positiva.
A a polaridade da experiências depende muito também da polaridade da variável DEUS. Mas nem mesmo isso pode corresponder a verdades absolutas, ou seja, o facto da variável DEUS ser negativa vai afetar negativamente no resultado. Porque muitas vezes, do outro lado da experiência existe outra variável DEUS. Esta outra variável DEUS também desenvolve outras experiências, tudo isso porque a nossa experiência viva é a interação com vários DEUSES.

Resumindo, mesmo que alguém lhe diga que algo é impossível, essa realidade pode ser verdade somente para as variável DEUS desta pessoa, porque com outro DEUS pode ter resultados diferente, porque cada DEUS tem a sua energia , empatia, forma de estar. Isso significa que não obstante alguém ter dito uma experiência ela nem sempre é necessariamente igual ou diferente de outro pessoa.

A variável DEUS É VOCÊ e todos NÓS.


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Energias de Julho

Para quem se apercebe do processo que estamos a passar no universo, sabe do que me refiro. Todas essas energias transformadoras que têm entrado, causam determinadas sensações dentro do nosso corpo físico e etérico. Diplomacia a parte, as energias de Julho têm uma carga emocional elevadíssima, muito de nós estamos a comer pão que o diabo amassou, e olha que ele não é nada bom padeiro. 

Estas energias estão tão fortes que muitas vezes sinto não o corpo físico a tremer mas sim o corpo etérico, é como se a alma estivesse a vibrar fora do corpo físico. O peito parece um tambor ou batuque, porque as batidas do coração são fortes o suficiente para não deixar dormir. O corpo e a mente querem dormir mas o coração não. O acumular de energia que chega é tão grande que é necessário canalizar para outras coisas. Esta energia é tão transformadora que transforma sapato em bota e depois essa mesma bota pisa-te  ou dá um chuto no rabo.

Ainda por cima, muitas das emoções são paradoxais, outras nem sequer são nossas, mas parece que tudo se concentra em nós. A energia está tão alta que mesmo afastado do corpo a distância do meu braço sinto o calor gerado por ela. Ora estou triste, ora estou contente, parece TPM. Não consigo chorar, porque não há nada para chorar, não consigo gritar porque não há motivo para tal, mas existe uma carga emocional tão forte e difícil de descrever, porque sequer é negativa, mas intensifica todo tipo de sentimento, alegria, solidão, abandono, euforia.

Sei que nos disponibilizamos para esta tarefa como trabalhadores da luz, mas acho que não seria o único que nestas fases pensa; AI SE EU SOUBESSE!!!

Enfim, só nos resta aguentar, viver sempre em frente e encontrar uma forma de canalizar toda esta energia.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Interação social


Algo que observo quando muitas vezes saio para locais públicos, festas, discos é que interação Humana maior parte das vezes é superficial. Muitas vezes as pessoas estão presentes e conversam umas com as outras, mas elas não estão lá para além do mental. Quando saio observo que muita gente gasta muita energia e esconder os seu EU, em esconder o que a pessoa realmente É, isso também é um pouco em consequência da crença da sociedade. O gasto de energia é tão mais elevado na preocupação de esconder os problemas, aparentar o que não é, que muitas vezes não deixa que quem interage com a pessoa possa realmente sentir a pessoa.

Existe muitas pessoas que querem interagir com outras não por aquilo que estas são mas por aquilo que ela quer que elas sejam, e isso naturalmente interagir mas sim impor sobre a pessoa as nossas expetativas, significa querer fazer da pessoa nossa imagem. Normalmente isso ocorre com pessoas cuja educação foi ou é força a ter determinados padrões, e geralmente são os pais os causadores deste tipo de desequilíbrio.

As redes sociais vieram também acentuar a falta de interação, porque basta adicionar pessoas, e ter um número N para dizer que tem muitos amigos, mas na realidade não se interage com ele. Desta forma é bem mais fácil dizer que se está bem mesmo que se sinta mal, é mais fácil esconder o que se porque em geral não se vai a fundo.

Tudo isso é resultado também dá sociedade, o que significa que é nossa culpa, porque somos nós que fazemos a sociedade. Existe grande medo em comunicar e partilhar experiências, porque estamos envolvidos em crenças egocêntricas incutidas pelo exterior. Ser amigo dos nossos amigos é algo fácil, o exercício é ser daqueles que não são nossos amigos.

Que ninguém venha a ti e saia sem sentir melhor do que chegou.

sábado, 9 de julho de 2011

A capacidade de previsão


É preciso estar-se bem centrado para saber de eventos futuros sem deixar que o estes afetem o dia-a-dia. As vezes se pensa mais, as vezes até se questiona se não será tudo isso fruto da nossa própria criação, não serei eu na realidade a causa de tudo.

Quando se tem a capacidade saber em avanço tem-se a possibilidade ou de não intervir ou de tentar mudar o jogo, mas com sabedoria saberá que muitas vezes é a intervenção que cria o resultado. Em muitos casos o resultado não depende da nossa intervenção. No meu caso deixo seguir o próprio curso, tentando não influenciar o jogo.

É tão mais difícil fugir a própria natureza, o ser sempre amigo, mesmo quando talvez a necessidade precisasse de um outro papel, mas não faz parte da minha natureza dar conselhos tendo como filtro os meus próprios interesses, porque quero o melhor para outra pessoa. Este desapego em tudo que se ama, e este amor incondicional por tudo também causa algumas tristezas e alguns apertos.

O importante nestas habilidades é viver o AGORA, e não sofrer em antecipação. Se não fosse capaz de viver no AGORA, estaria muitas vezes ansioso quando sei que alguém me vai dizer algo, que na realidade já sei. Isso porque acedo e processo toda esta informação no EU SUPERIOR e não no EGO. Sempre que falo, falo do meu EU SUPERIOR, e assim permite-me pôr no lugar da outra pessoa e não introduzir manipulações no que digo, é assim também que dou as minhas terapias. Digo o que é necessário para perceber que tem que agir por si só.
A minha alma velha, não me permite guardar qualquer tipo de negatividade, embora muitas vezes, nos casos que me afetam diretamente, causar tristeza e uma certa angústia por causa das mudanças, mantenho SEMPRE O AMOR INCONDICIONAL. A natureza da minha alma faz de mim um veículo para outras almas que necessitam de ajuda, e estas  vêm e vão consoante a ajuda necessária. Quando aparecem e pedem por ajuda, não as julgo, limito-me a interagir com a energia desta alma e a partir daí conhecer não o que o EGO apresenta mas sim o que o que a ALMA É.
Este é um processo complexo, porque muitas vezes as pessoas estão à espera que lhes dê respostas ou diga o que fazer e não dou, porque acho que todos temos que buscar pela nossa própria VERDADE, independentemente do que ela representar. Naturalmente nem sempre a VERDADE escolhida lhe favorecerá, mas foi sua escolha.

Resumindo o meu papel é ajudar a pessoa a tomar um decisão com base no que sente dentro dela.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Será que isso é ser ignorante?


Foi-me perguntado hoje:

Será que isso é ser ignorante? Fazer uma escolha onde não caiba alguém que dizemos eu te amo.

Pertinente esta pergunta amigo. A pessoa só pode abraçar o amor quando está preparada para tudo que nele pode vir, e muitas vezes isso não acontece. Muitas vezes as pessoas estão no amor mas condicionadas por outros anseios. São situações e escolhas difíceis, principalmente naquelas pessoas que têm dificuldade de seguir um caminho porque questionam sempre se é esse ou não.

As vezes é tudo uma questão de tempo, ou prioridades. Muitas vezes é a necessidade de alimentar o EGO, de alimentar necessidades e carências que criam certa incerteza, como se sentisse a necessidade de provar algo para si próprio. De reparar que nem todos nós estamos preparados para viver o amor, porque muitas vezes não somos capazes de ver o que está a nossa frente se não passarmos por determinadas experiências. Assim como aconteceu a muitos, só depois da pessoa fazer a escolha e verificar o que lhe faltava, é que se apercebe de que talvez o mais importante para essa pessoa fosse amor. Você mesmo viveu isso quando falamos, e como lhe tinha dito, hoje é essa a pessoa que anda atrás e quem  não quer é você.

Todos nós temos que aprender a fazer escolhas, e o mais importante aprender a viver com elas. Muitas vezes a escolha do amor causa a destruição da própria pessoa, e aí poderíamos dizer que não seria ignorância também? Estas questões tem muito a ver como vivemos cada momento emocional, e homens e mulheres têm a forma diferente de sentir e pensar sobre tudo isso. Muitos por causa destas escolhas fecham-se e outros expandem-se. Na realidade estão somente a tentar outra forma de ser feliz.

Simplesmente estão a tentar outra forma de serem felizes

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tristeza


Choro esta tristeza 
alegre de amar
com um sorriso

Sinto batidas mais fortes do coração
com consciência que é amor.

Não há dor neste coração,
onde a tristeza e a alegria tentam
partilhar o mesmo espaço,
alternando entre si 
a predominância do meu Ser.
 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Segurança e liberdade



Atualmente existe uma grande paranoia em relação a segurança, principalmente propagada pelos meios de informação noticiosos. Esta paranoia, vindo principalmente da esfera política, e leva com que as pessoas tenha um sentimento de medo mesmo sem saber porquê.

O ser Humano considera-se dos mais avançados dos seres vivos, no entanto, não percebe porque motivo um animal supostamente atrasado pode beber, comer e viver independente, enquanto ele próprio não pode. Todo ser humano vive necessariamente dependente de outro ser para sua sobrevivência. Uma cobra consegue ir beber água e comer dependendo somente da sua necessidade, mas um homem tem que pagar para poder beber água e comer, e somos avançados?!



O medo instalado no consciente e subconsciente das pessoas torna-as cegas, ao ponto  de procurarem toda espécie de segurança. O constante medo da perda,  até mesmo do que não é nosso vive incrustado na nossa sobrevivência. Encaramos tudo não com AMOR mas pelo MEDO. Olhamos para  o amor com medo de perder a pessoa amada e aí queremos uma série de sistemas de segurança para proteger. Somos a única espécie que não aceita a morte (física) como fazendo parte da vida. Não quero com isso dizer que nos devemos deixar morrer, o que quero dizer é que temos medo de passar por qualquer tipo de momento doloroso, de tal forma que somos capazes de não deixar alguém morrer porque se essa pessoa morrer nós sofremos, mesmo que seja o desejo desta pessoa partir.



O ser humano não é independente, por exemplo, se eu for andar de moto sem capacete sou multado porque não estou a respeitar a segurança, mas a pergunta é, então a vida não é minha?! E se o meu objetivo é precisamente partir-me todinho? Então talvez eu possa manter o capacete e partir somente o pescoço. O que quero dizer é, valorizamos a vida pela simples existência corporal e não pela experiência desta existência. Por este motivo, fugimos do amor porque existe a possibilidade de um dia acabar, e por consequência disso prevemos que iremos sofrer com o término.

As proteções criadas a nossa volta atualmente são tantas que se perde o sentido do que é viver do que é liberdade. O medo da incerteza  é tal, que só se quer lutar sabendo o resultado, só existe a preocupação de vencer e não de lutar, sem mesmo se perceber bem ao certo o que vencer significa. Tudo em prol de uma segurança fictícia baseada em aspeto externos. Fictícia porque na realidade a pessoa nunca se sente segura se ela mesma não for já segura.



O medo do ser Humano reside principalmente na necessidade de crer em alguma coisa, não importa necessariamente o saber, mas crer em algo externo que lhe possa transmitir a sensação de segurança. A insegurança é tão grande que quando presenciamos fatos fora da nossa compreensão, cuja crenças não conseguem justificar, manifestamos várias formas de reação ao medo. 

Temos um egocentrismo na qual achamos que só pode existir o que achamos que tem que existir para nossa compreensão e aceitação do ego. Esta forma de pensar faz-nos ser o único ser vivo que não se adapta ao seu próprio útero, achando-se soberano em relação a Mãe Terra. Mais cómico é ver pessoas que dizer querer salvar a terra, eu pergunto a terra com biliões de anos, como ser vivo que é, és TU que a vais salvar?! 


TU que sequer tens coragem de olhares ao teu próprio reflexo no espelho, que tens problemas em aceitar a ti mesma, problemas de auto-estima, vais salvar a TERRA quando não consegues SALVAR a ti mesma. Ninguém pode acreditar em DEUS se não acredita em sua OBRA, que és TU

Muitos destes supostos salvadores só o são na realidade para se sentirem confortáveis com eles mesmos, como alguns cristãos que têm a boca cheia para dizer que vão a igreja e são cristão, mas na primeira oportunidade falam e julgam o outro nas costas. E a muitos quando se fala de liberdade a falta de amor é tal que na cabeça dele liberdade significa que qualquer pode matar e roubar.


Enquanto existir a falta de amor próprio e para com o outro, não existirá nem segurança nem liberdade, porque ao contrário do que dizem, estes dois residem bem dentro de nós.

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