quinta-feira, 28 de março de 2013

Consciente de si


A maioria de nós tem determinado nível de consciência de si mesmo. Este nível é determinado pela compreensão que tem de todos os aspectos que referem com o seu EU. Pode parecer incrível, o nosso cérebro é programado, e principalmente para responder a determinados inputs.

O cérebro contém aspectos programados baseados no medo, que são activados com crescimento do SER com base no ambiente que está inserido. Muito destes aspectos não pertencem a nossa consciência mas sim ao ego.

Ter consciência de si é exactamente ter consciência de todos aspectos referentes com a sua energia, corpo  e alma. A falta de consciência leva que muitas vezes a pessoa cria monstros na sua vida que consequentemente afecta a percepção de que é vítima, não apercebendo-se que é criado destes problemas todos.

Ter consciência de si, implica saber e controlar a energia, principalmente aquela gerada pela sua forma de pensar. Tem que estar consciente que a realidade que vive é realidade  que criar, naturalmente o ambiente tem influência, mas ainda assim, quem cria é VOCÊ.

As pessoas em geral sabotam a si próprias, porque não obstante querem algo, ao contrário de focar os pensamentos a construção deste, por medo de não conseguir, por medo da desilusão, focam mais energia no medo. 

Ter consciência SI é perceber os padrões da sua vida, os ciclos e como eles o afectam e evoluem.

Muita gente, por exemplo, não reconhece quando está mau humorado, e muitas vezes tenta transformar pequenas coisas em algo maior para justificar a sua irritabilidade. Estar consciente é saber distinguir o que somos nós em toda sua plenitude.

Há pessoas que nunca estão satisfeitas numa relação e andam de parceiro em parceiro, mas sempre quando terminam dizem que querem ficar sozinhas. Muitas delas não percebem exactamente que na realidade, elas são dependentes de um parceiro/a.

Ser consciente de si, envolve introspecção, conhecer-se não do ponto de vista de exterior mas do interior. Ser responsável, não se vitimizar, perceber como varia a sua energia em determinadas situações, resumindo, viver passando pela vida como uma presença e não ver a vida a passar ou ser vivida, como se de outra pessoa se tratasse.



sexta-feira, 8 de março de 2013

Na dor com alegria

Já algum tempo que não escrevo, não por falta de temas para partilhar mas por muita ocupação, para além de que a internet também não ajuda muito.


A musica que partilho ouvi vezes sem conta num momento que estava com o coração completamente partido.


Nesta fase a tristeza era tão grande que já me sentia alegre de tanta tristeza. Já me ria de mim mesmo por chorar como se fosse uma criança.


Esta música traz-me sentimentos dúbios, tristeza, pela situação passada, alegria, pelo aprendizado dentro da própria tristeza. Este texto não é de forma alguma um lamento, pelo contrário. Este texto é para aquele que neste momento se sente em baixo e que pensa que é o fim. Digo já, não é o fim, pelo contrário, é o INÍCIO.

Conheci esta música porque era parte do meu screensaver no meu novo portátil, que enquanto tocava filmava, e tinha o portatel bem na direcção da minha cama. Desta forma conseguia ver a minha cara de tristeza, com o coração em pedaços. Nesta fase, ficamos sem saber o que fazer, porque aquela pessoa, aquela pessoa, era o nosso dia-a-dia, ao acordar o plano era com aquela pessoa.  De facto, o dia após término a pergunta foi exactamente essa. O que vou fazer agora? Se estivesse com.... iria fazer .... e bla bla bla.

São ligações muitas vezes tão intensas que quando se quebram parece que foi arrancado parte de nós mesmo. Digo parece, porque é só um percepção, na realidade está tudo consigo até o amor que sentia. O que mudou é ficha onde faz a ligação deste amor.

Posso dizer com certezas, para vocês que está a passar por uma situação destas que, todo esse é um processo de evolução. As vezes é necessário compreender que as pessoas com que nos relacionamos não são necessariamente para ficarmos com elas completamente, mas sim com pedaços delas. Estes pedaços correspondem exactamente a experiência, partilha, aprendida com esta pessoa. Este aprendizado só ocorre muitas vezes, anos depois. Quando se atinge a compreensão mais elevada para perceber qual era realmente o cerne de tudo que se viveu.

Muito embora estivesse muito, mas muito triste, existia uma grande alegria em mim, pois nunca sentira algo assim, nunca tinha passado por tal dor que me fazia sentir HUMANO. Este sentimento fez-me pensar mais sobre a própria existência, no ponto de vista da consciência de si mesmo. Estava no fundo mas sempre com olhar fixo na luz no topo do poço.

Tive momento lindos, ao ponto de não conseguir respirar, não conseguia passar 5 minutos sem, falar no assunto, e desatar a chorar de novo, hahahaha. Cheguei ao ponto de RIR de tanto CHORAR. Só espera que  tudo passasse. E nestes casos, o tempo parece que é ainda mais lento hahahahaha.

Este medicamento era doloroso e amargo, mas tinha que passar por isso para chegar à cura. Foi o que disse a mim mesmo. Muitas vezes era necessário bater no peito para conseguir respirar. Mas em momento algum tive pensamentos destrutivos, nem revolta, nem rancor,mas sim,  Medo, sim , muito MEDO.

O MEDO era constante, do reencontro, misturado com a vontade do reencontro também. Ansiedade ao passar em certos lugares, de encontrar a pessoa, principalmente de encontrar a pessoa com outra pessoa. Nas possibilidade de novas relações, pairava sempre um pequeno sentimento de TRAIÇÃO.

Tudo isso faz parte do processo de recuperação, de construção de um NOVO EU. Na DOR, mas do que a DOR EM SI, aprendemos MAIS SOBRE NÓS. 

Hoje atingimos a compreensão do que o espírito queria necessariamente que cada um de nós aprendesse. 

SOFRI?! NÃO, APRENDI E CRESCI!
POR ISSO, NÃO SOFRA, APRENDA E CRESÇA

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