terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aprender com os pais



Hoje quero falar um pouco da importância do aprendizado com os pais. Eu tive o privilégio de ver o início de vida dos meus pais. Pude ver como evoluiu de cadeiras de ferro e fitas plásticos até sofá de pele, toda luta, esforço de não ter casa própria até construir a sua própria casa. Esta experiência permitiu-me para além de crescer bastante, acima de tudo, o mais importante, saber lutar pelo que se quer, enfrentando as dificuldades do dia-a-dia.

Embora muita gente busque por heróis externos, não há maior herói  ou heroína que cada pai e mãe que luta para dar melhor vida a seus filhos. O tema de hoje é um resultado do que tenho observado atualmente principalmente nos jovens atuais. Hoje os jovens desistem no primeiro obstáculo que lhe apresenta, sente-se frustrado quando as coisas não correm como esperavam. Hoje em dia muitos jovens não têm noção do que é esperar, ter paciência para conquistar algo, para enfrentar as adversidades mantendo a cabeça erguida. Quando nascem vêm tudo que os seus pais têm e não têm noção do esforço despendido para poder ter o que têm.

Na sociedade actual, estamos habituados a ter tudo de imediato. Numa sociedade cada vez mais ocidentalizada, boa parte dos filhos quando nascem, já vê todas as condições criadas, e mesmo quando estás não preenchem o padrão estabelecido do condições de vida, os pais tendem a querer proporcionar todo tipo de regalias as crianças de modo a que elas sintam felizes. Esse é um instinto natural dos pais, no entanto, quando habituam a criança ao processo de pedir e ter, sem que ela sinta a necessidade de esforço, instrue a criança que tudo que quer basta pedir. 

Ao longo do seu crescimento, continuará a querer, mas verá que muito do que quer não obtém do mesmo modo. Na tentativa de obter o que pretende muitas vezes frustram logo no primeiro obstáculo, desistindo continuamente dos seus planos  sempre que não corre no tempo esperado ou como planeado.
Existe a necessidade dos adulto, pais e avós terem conversas sobre suas vida, para dar a entender as gerações vindouras como chegaram onde estão, as dificuldades da vida etc. Na minha família, por exemplo, é costume nos almoços familiares falar de tudo um pouco, sexo inclusive, onde estão as várias gerações, porque serve como forma de instrução. Existem as vezes pequenas mensagem passadas que fazem a diferença. Certa vez depois de uma discussão com o meus pais, o meu pai disse me:


- Não deves ficar zangado, viver com qualquer pessoa, independentemente do grau de parentesco haverá sempre discussões de discórdia, faz parte da convivência, mas o não deves transportar isso para o teu dia-a-dia, porque deves focar no que vos une.


Estas palavras fazem a diferença até hoje.

Na minha educação sempre ouve por parte dos meus pais a preocupação de ensinar a saber estar em qualquer meio, do mais alto ao mais baixo, como a minha mãe diz é preciso saber comer com as mãos como saber comer com talheres de ouro. Ouve sempre uma preocupação em relação a postura, foi me ensinado a estar de pé, estar sentado, saber falar, corrigio, saber expressar, entre outra coisas. Não que tivessem sempre em cima, mas sim por estímulos, como por exemplo na hora do jantar era comum estar a ouvir noticiário, e se houve alguma palavra difícil, perguntavam-me se sabia, se não soubesse, não me diziam mas diziam para ir a dicionário. Lembro-me que o meu pai perguntava como se calculava a área de uma esfera, entre outras questões matemáticas.
Coisas tão simples como usar uma toalha de rosto/mão, a muita gente não sabe como usar a toalha, principalmente aquelas que possuem bordados, pois limpam exactamente a na parte da frente. No caso particular da toalha de rosto/mão, a mão é para ser limpa na parte de trás da toalha e no aveço, desta forma ela apresenta-se sempre limpa na sua parte da frente. Esta passagem de informação é extremamente importante para educar com um certo brio, com um pouco de etiqueta.


Actualmente são poucos os pais que têm tempo para fazer essa passagem, este acompanhamento, dado a velocidade com que se vive, e as várias distrações, não canalizam para a passagem desta herança, muitas vezes os próprios pais também não tiverem e como não aprenderam não podem ensinar.

Tive o previlégio de acompanhar o início de vida dos meus pais, da cadeira de ferro e fitas a sofá de pele. Pude para além de acompanhar participar neste processo. Vi os sacrifício dos meus pais a trabalharem e estudarem para terminarem o curso com dois filhos, onde a minha mãe tinha que organizar as coisas de modo a ter tempo para tudo um pouco. Na realidade muito da minha capacidade de estruturar o tempo e fazer várias coisas ao mesmo tempo vem exactamente da minha mãe.

Foram muitas a vezes que os meus pais acordavam de madrugada para poder estudar, saíam de cada ao fim-de-semana para ir estudar na faculdade, deixando os filhos em casa. Tudo com o propósito de poder proporcionar uma melhor vida à família quando terminar o curso. Esta visão de esforço capacitou-me a executar planos para longo prazo, a esforçar-me ou mudar de estratégia quando aparecem os obstáculos, separar do que é urgente e o que é importante, saber cortar divertimentos entre outros para uma causa maior.

O aprendizado com os pais permitiu desenvolver uma postura confiante, uma educação diferenciada em vários níveis. Deu-me a capacidade objectiva e combativa na vida. Fez-me aprender que nem todas as batalhas são ganhas, mas que não é motivo para desistir. Somente hoje tenho a noção de todos estes ensinamentos e sorte de quem recebeu essa herança.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O medo como factor de segurança


Neste tema pretendo falar um pouco das pessoas que possuem os seus medos e pretendem muitas vezes liberta-los mas têm dificuldades. A maior dificuldade está no medo de perder o medo, hehehe, é engraçado, mas passo a explicar. 

O sentimento de medo funciona para muitas pessoas como fator de segurança, e o conceito de perder o medo para esta pessoa, ao contrário de estar associado à liberdade ou a segurança, está associado ao vazio. Neste sentido a pessoa que tem o medo como fator de segurança, precisa senti-lo para se sentir seguro. A noção de perder o medo para estas pessoas, cria o medo de achar que não está a ver o perigo,que na realidade é a substituição de um medo por outro.

Normalmente esta necessidade de sentir medo para se sentir seguro é usado como capa para problemas mais profundos que não se quer pensar neles. Daí, a eliminação do medo deixa um vazio que faz com que a pessoa olhe para suas emoções mais profundas. 

Se pretende libertar o medo de ficar sem medo, procure o que realmente este esconde por detrás.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A necessidade de atenção

A atenção no sentido de dar atenção a qualquer coisa é uma forma de canalizar energia sobre determinado assunto. Neste texto pretendo falar da atenção requerida e muitas vezes exigida no seio de uma relação social.

Existem crianças e adultos com uma grande necessidade de atenção por parte de outras  pessoas, no caso das crianças muitas delas requerem muita atenção dos pais [menino hiperactivo], e no caso dos adultos normalmente do seus cônjuges. Muita desta necessidade está relacionada com a infância e com o tipo de educação e atenção dada pelos pais. Muita da necessidade de atenção, também está relacionada com a necessidade de que alguém cuide de nós, ou se responsabilize por nós. Normalmente quando existe um excesso de atenção por parte dos pais sobre os filhos, eles tendem a querer ter a mesma atenção dos cônjuges (também ocorre precisamente o oposto :) ). Mas esta necessidade se desenvolve dependendo muito do tipo de criança e dos pais, pois existem crianças que gostam naturalmente se serem independentes enquanto outras gostam mais de ser dependentes.
As crianças independentes tendem a não necessitar muita atenção por parte dos pais, preferem aprender a fazer sozinhas do que os pais façam por elas. Esta forma de estar tende a manter-se até a idade adulta, tornando-se pessoas muito autónomas. Ao contrário as crianças mais dependentes, essa dependência pode vir não delas mesmas, mas sim do excesso de protecionismo dos pais, criando na criança essa necessidade. Isso torna a criança insegura, porque o excesso de proteção dos pais, passa no subconsciente da criança a sensação de que está sempre em perigo. Esta sensação transporta-se muitas vezes para idade adulta, tornando numa pessoa de natureza insegura, pouca capacidade de exploração da vida para além dos limites já ensinados pelos seus pais ou pelos seus próprios medos desenvolvidos.
A nível energético, a necessidade de atenção é também uma forma de vampirismo. Normalmente as pessoas com uma grande necessidade de atenção, tendem a sugar a energia das  outras pessoas. Este sugar de energia não é necessariamente feito de forma consciente, mas é muitas vezes o motivo pelo qual existe essa fome por atenção. Também muita vezes está relacionado com a responsabilidade e em tornar independente. Muitas pessoas não são energeticamente independentes o que as faz serem pessoas que precisam de estar com as atenções voltadas para si para poderem carregar as suas próprias energias, sugando as das outras pessoas. Daí a sensação que muita gente sente de desgaste quando estão com pessoas que requerem essa atenção.

O desgaste também pode ocorrer no relacionamento amoroso, fazendo com que muita das vezes a atenção exigida esgote a outra pessoa. Esse esgotamento está muito relacionado também ao nível de necessidade de atenção de cada um, existem pessoas que requerem mais atenção que outras.  As pessoas que requerem muito mais atenção, muitas vezes a atenção dada pelo cônjuge não é considerada suficiente, porque muitas delas querem dispor da outra pessoa sempre que necessitem de alimentar-se. Toda esta fome vem da insegurança constantes da pessoa e por este motivo quer sempre sentir-se protegida.
É comum esta fome tornar a pessoa egoísta, focada somente na sua própria necessidade a qualquer custo. E quando esta fome não é saciada cria frustração que podem afetar o relacionamento. A necessidade de atenção pode vir também disfarçada de necessidade de cuidar dos outros. É comum que as pessoas com estas necessidades gostem muito de cuidar dos outros, o que não é mau por si só, o problema está no fato de muitas delas cuidarem dos outros como forma de garantirem que façam o  mesmo por elas, como forma de investimento para obter atenção.
É necessário estar bastante consciente desta necessidade se de alguma forma que pretende trabalhar nelas. Ter atenção é bom, mas deve ser na forma de partilha, tal como o AMOR. Quando é uma necessidade deixa de haver partilha, passa a ser um vício, o que torna a pessoa uma sugadora de energia. Alguém com esta necessidade precisa aprender a estar consigo mesmo e sentir-se feliz. Porque o grande problema que tem na realidade é não amar a si mesmo e não se sentir segura por si só. É preciso aprender a não depender dos outros, não significando que não possa gostar de ter atenção, mas não deve ser uma necessidade, mas sim uma consequência de gostar de estar com alguém
A evolução para alguém com está necessidade começa por ter consciência dela. A seguir, deve começar a praticar a confiança em si mesmo, uma boa técnica é apreciar-se no espelho, escrever coisas que gosta em si. Pode treinar quando chega a emoção de fome por atenção, estando consciente do momento que está  passar, regular a respiração para uma respiração mais profunda com inspirações e  expirações mais espaçadas. Fazer afirmações para si mesmo, com voz audível, quando possível, também é uma forma de reprogramar a própria mente, ouvindo a própria voz e a vibração dela no corpo. As vezes também descrever em papel o que sente ajuda a compreender melhor a si mesmo e todo o seu processo emocional. Todo essa necessidade é uma questão de auto-estima, de falta de amor próprio, responsabilidade da criação da própria vida e insegurança.

Para sermos felizes, mesmo com outra pessoa, é preciso trazermos a nossa parte de felicidade para partilhar juntamente com essa pessoa, e não simplesmente esperar pela felicidade dos outros.

sábado, 6 de agosto de 2011

Sistema de crenças

As crenças fazem parte do nosso quotidiano, aliás, toda e qualquer sociedade é construida com base em crenças. Este tema tem como objetivo fazer compreender de que tudo aquilo que uma sociedade acredita, foi criado por alguém que instituiu como sendo uma verdade. Mas esta crença na realidade não constitui uma verdade, simplesmente um conceito mental para nos fazer comportar de determinada forma. É importante também conhecer a origem, ou seja, é importante saber de onde tudo começou para se perceber no que se acredita, e o porquê se acredita
Repare, boa parte do continente africano é cristão, muito são católicos, se os perguntar porque acreditam em Jesus, será dada uma resposta totalmente mágica do que é crer em Deus e Jesus. No entanto ele não sabe a origem da sua crença. Na realidade, ele só é cristão porque algum dia, alguém colonizou o seu país e como forma de controlo e domínio lhes foi imputado o cristianismo, e na época em questão o catolicismo. No entanto, a crença hoje é tão forte que nem questionam como era possível que a mesma igreja católica que hoje tanto africanos amam sequer os considerava Humanos, achava divino a tortura e maus tratos, porque possuíam pele escura. Isso só significa que se fosse a China que tivesse chegado primeiro, a crença já não seria cristã, seria outra coisa qualquer. Onde quero chegar é, todo sistema de crenças é instituído por meio de conquista ou força, e dizer conquista e força não tem que ser necessariamente física. Um exemplo é a religião católica, que foi instituída por reis e a força. Na época da escravatura a crença de que o branco colonialista era mais forte, permitia que 200 escravos negros fossem controlados por 5 capatazes brancos.
Todo sistema de crenças é criado com base numa perceção conjunta de um grupo de pessoas que necessariamente pode ou não constituir uma verdade para outro. Aliás o que é a verdade? O que pretendo fazer notar é que enquanto num país se acredita que a vaca é sagrada noutro come-se a vaca (animal :P). Será que em ambos os casos ninguém questionou se a vaca é realmente sagrada, e se realmente se constitui uma verdade então porque motivo os que comem não lhe acontece algo.
Assumindo que somos todos iguais e seres (humanos), porque motivo se aceitou um Rei, o que tem ele a mais que os restantes? Todo o sistema governamental, hierárquico, monárquico só existe porque as pessoas creem neles. Todo este poder mais do que riqueza foi adquirido simplesmente pelo controlo de informação, do conhecimento, algo que acontece ainda hoje.
O dinheiro também é um sistema de crenças, porque o papel impresso não tem nenhum valor a não ser o que todo o coletivo acredita que vale. Significa que cada nota que tem em mão na realidade não tem valor algum, vale aquilo que a crença incutida determinou.
Outro exemplo de crença é o diamante, para quem se lembra ninguém dava valor ao diamante até que a publicidade criou a crença de que era valioso e que era a coisa certa  para oferecer num anel de noivado. Aliás as técnicas de marketing é exatamente a criação de uma crença de que um produto nos fará mais feliz.
Antigamente na sociedade ocidental era considerado de baixo nível uma mulher fumar e beber bebidas alcoólicas, mas com a introdução  de filmes, patrocinados também pela empresas de tabaco, as mulher fumadoras apresentavam-se de forma sexy, com certo glamour e sucesso. Estava diretamente ligada a ser apreciada pelo homens e isso catapultou para uma busca das mulher pelo cigarro e por bebidas,  e moldou a aceitação do homem como sendo algo sexy e chique a mulher fumar e beber.
Atualmente observa-se a mesma estratégia em relação ao homossexualismo, apresentado em filmes séries, novelas etc. Muitos filmes, séries até mesmo novelas são ferramentas para ir moldando a forma de observar ou mesmo julgar determinados atos. Por exemplo, a aceitação de um presidente americano negro já a algum tempo foi preparada, em filmes e séries que apresentavam o presidente do EUA negro. Esta é uma forma de ir moldando a forma de pensar e aceitar das pessoas, sem que a pessoa acuse muito a diferença. Muitos não sabem, mas o conceito da máfia italiana como atualmente é conhecido só surgiu na realidade depois do primeiro filme mostrar toda essa estrutura, só a partir daí surgiram a forma de crime violento tal como passava nos filmes.
Boa parte de série e filmes são formas de propaganda. Um exemplo, é o típico filme, série, banda desenhada de super herói, americanas, que é o conceito de salvar o mundo. Não há pais com maior necessidade de super-heróis que o EUA. Repara que nos filmes se algo envolve o mundo acontece nos EUA. Essa é uma técnica utilizada para incutir o significado de que representa o mundo, aprendida da antiga união soviética. A cultura é a primeira forma de conquista de qualquer nação, porque a cultura também é um sistema de crenças. E quando cultura de um pais é amplamente aceite noutro pais torna mais fácil a aceitação por parte do povo as ideias de outro pais, por este motivo nos países comunistas via-se muitos filmes soviéticos, como agora se vê muito americanos. Todas estas técnicas fazem parte da engenharia social.
Todo sistema de crenças é incutido desde criança, e começa com os pais numa fase inicial e é crivada com a educação. Repare que o sistema educacional está diretamente relacionado com a sobrevivência, a pessoa tem que estudar para poder ter trabalho e ganhar dinheiro. A educação não é orientada ao auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal. Até o mundo científico é baseado em crenças, principalmente por pessoas que necessitam ter o ego alimentado, tendem a desaprovar formas de pensamento científico que não estejam dentro dos limites de suas crenças.
Por exemplo, hoje o sistema educacional apoia-se na teoria de Darwing, mas é só uma visão que prova a sua observação, ou seja, acreditava que tudo acontecera da forma por ele descrita. No entanto existem fatos que esta teoria já não funciona, mas estes raramente são falados pelas o sistema de crenças, porque quando são abordados por algum cientista é considerado como ir contra a teoria de Darwing, que por si só é humano como outro qualquer, passível de erro e engano na sua observação. Para perceber melhor o que quero dizer, dou o seguinte exemplo:
Para quem cresceu a conhecer a jaca, identifica a jaca como tal, e assim sendo numa escrita descritiva do fruto esta pessoa falará todos os aspetos do fruto. Para um estrangeiro que nunca viu uma jaca, ao comer e para poder identificar a jaca de modo que outras pessoas possam conhecer o fruto, na sua escrita, fará uma comparação do sabor com outro fruto que já pertença a sua base de conhecimento. Assim, quem ler a descrição deste último, se ele disse que o sabor da jaca se aproxima, por exemplo do ananás, esta pessoa, passará a ter a crença que a jaca tem um sabor parecido com o do ananás, e aí se criou uma crença. Se ela lesse a a descrição do primeiro autor só teria noção da sua descrição se já tivesse provado, senão seria somente uma ideia abstrata.

Resumindo, a crença também tem a ver com o nível de conhecimento, de informação e sabedoria que a pessoa tem. Por este motivo é que toda informação é nos dada sempre de determinada forma para manter determinada crença. Repare que hoje só aceitamos que a terra é redonda não por provas científicas, mas porque ouve uma libertação das crenças religiosas, caso contrário muito embora provas científicas, ainda se acreditaria na terra plana. Isso significa que tudo que acreditamos não vem necessariamente do que sabemos, mas sim do que querem que acreditemos para nos poder dominar ou moldar.


A importância de percebermos o sistema de crenças recai no aprendizado que se tem sobre a nossa própria forma de pensar, agir e julgar. Realça a necessidade do saber e questionar o porquê, ao contrário de ser simplesmente um seguidor por qualquer justificação que é dada. Todas as formas de domínio são exploradas com base no ignorância, controlo de informação e divisão. As crenças são incutidas e estas quando aceites sem compreensão de sua origem conduzem a perda do livre arbítrio. Mesmo no suposto estado democrático, os políticos conduzem nações com base nas suas crenças, e essas nem sempre são a do povo, poderá afirmar que não, mas a verdade é que a maior parte das coisas que se decide num pais o próprio povo que votou não sabe, porque não é dada esta informação.

Também é importante para perceber quanta influência o meio tem sobre si, pergunte a si mesmo, o que acredita que mais ninguém acredita. A crença é um tema tão significativo, principalmente para os dias de hoje, onde começa a vir à superfície muito que se considerava "teoria da conspiração". Poucas pessoas se lembram de que Hitler esteve no poder com os votos do povo, e o mesmo povo quando foi alertado também achava que eram teorias. Quando Sidney O'Connor rasgou a foto do papa, foi amplamente criticada e vaiada num concerto, hoje quase 20 anos depois, essas mesmas pessoas que vaiaram devia pronunciar-se. A crença de que padres são santos permitiu exatamente que se mantivesse essas vítimas de violência caladas. 

A maior parte das crenças de hoje são com base em técnicas de desinformação, aplicada nos meios noticiosos, a gripe A, o aquecimento global são uma delas, usado um para criar pânico e pandemia provocada por laboratórios e outro simplesmente para promover a bolsa de carbono, onde cobram e negoceiam taxas de carbono. A crença da necessidade de salvar o planeta, é para além de engano, uma autêntica estupidez, não passa de uma técnica de evangelização como a juventude nazista. Digo isso porque, primeiro, a terra tem biliões de anos ou mais, e querem dizer que miúdos de 15 a 25 anos é que vão salvar o planeta? Quando boa parte deles sequer sabe tomar conta de si mesmo, tem graves problemas de auto-estima e socialização? Até pergunto quem lhe disse que o planeta precisa de ser salvo, o planeta?

Para se ter pensamento de livre arbítrio é necessário separar o que é formas de pensamento incutidas por algumas crenças externas, a cima de tudo é necessário ter  informação correta.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

2 Visões da Bíblia

2 visões da Bíblia Sagrada:

1- Relato de história passadas e previsão de futuras.

Corresponde a forma atual como é lida, como uma compilação de escritas sagradas e  profecias, passando a palavra de Deus.

2 - Um plano para ser concretizado

Nesta visão podemos olhar a Bíblia sagrada com um plano a ser seguido, por sei lá quem, por Deus?!

O que acha?

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