segunda-feira, 30 de julho de 2012

Arrependimento | crescimento



Grande post este Arrependimento - Paradigmas rotos. Compreendo bastante o que escreveu, gostaria de partilha uma outra visão do mesmo, sem intuito de querer corrigir ou de alguma forma criticar, simplesmente partilhar.

O arrependimento pode ter dois bicos. Dos que se arrependem porque de facto atingiram o nível de consciência elevado, e dos que somente se arrependem porque foram "apanhados".

Aqueles que dizem que de nada se arrependem, facto, e como disse e muito bem, podem o dizer de certa forma porque não têm talvez a consciência de avaliar o que fez. Ou, num outro ângulo, podemos encontrar pessoas que não se arrependem por compreenderem a dimensão espiritual da experiência que passou.

É necessário compreender que a nível espiritual o bem e o mal não existem necessariamente, mas sim a experiência dentro do nível evolutivo daquele espírito. Ainda este ano, tive a possibilidade de falar com alguém com quem vive uma época de dor devido a separação, e na nossa conversa, depois de 6 anos sem contacto, não houve, nem desculpas nem arrependimentos. Tudo que se disse e se ouviu e que na época magoou, era o que era necessário, sem rancores, nem vitimizações. Isso só foi possível porque ambos evoluímos e percebemos a componente espiritual da nossa união e posterior separação.

Neste reencontro não houve, pedidos de desculpas, acusações, mas sim a compreensão de tudo que se passou, sem qualquer arrependimento, das palavras ditas e ouvidas. 


Resumindo, muitas vezes quando não há arrependimento, pode não ser por despeito ou arrogância, mas sim por adquirir uma maior compreensão de tudo que se passou, onde nada era o certo ou errado, mas sim o necessário para a evolução daquela alma.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Entre pais e amigos

Muitas vezes quando vivemos com os pais, e natural sentamos mais a vontade com pessoas externas, amigos, pessoas que não tenham uma ligação tão forte como os pais ou outro membro da família tenha. 

O que ocorre normalmente é que a ligação entre pais e filhos muitas vezes não lhes permite falar e nem ouvir sem ter em conta a ligação emocional. Na realidade, esta situação comum em qualquer situação que envolva ligações fortes entre pessoas. 

O jovem que não conta aos pais certas coisas não o faz porque tem medo do julgamento que advém. Naturalmente, se ele estiver a fazer algo errado, é normal que qualquer pessoa que tenha responsabilidade pelo jovem e que tenha ligação emocional forte, terá a tendência de alguma forma expressar o seu desacordo. Como tal, é necessário perceber que o jovem por natureza é tolo, sim tolo. Tolo porque vem depois e acha que está a descobrir algo novo e que domina o mundo. Não tem nem responsabilidade, nem auto-estima suficiente para receber críticas, logo ele irá procurar alguém que o "aceite" e "compreenda" como ele "É". As palavras estão entre aspas por raramente estes sabem o que é realmente aceitação, compreensão e muito menos o que ele próprio é. Quando digo isso não me refiro como forma depreciativa, mas sim tendo em conta que é uma fase de crescimento e de descoberta do jovem.

Os pais têm que ter mais sabedoria e separar o papel do MÃE e PAI,  e torna mais um concelheiro. O que pretendo dizer com isso é que, os pais mesmo que seja algo errado, ao contrário de o dizer que é algo errado, fazê-lo pensar noutra perspectiva ou visão da mesma situação. Este tipo de atitude normalmente aumenta o nível de confiança dos filhos em relação aos pais, pois estes não se apresentam como detentores da verdade mas sim como guias que apresentam outras formas de pensamentos.

No ponto de vista do jovem, normalmente o jovens que não aceitam críticas são aqueles que têm a tendência de vitimar-se. Este dizem sempre que ninguém os compreende ninguém os ouve e que o mundo está sempre contra eles. Este comportamento é derivado de falta de confiança e muita emoções incompreendidas reprimidas. Tendem normalmente a apoiar nos amigos e têm quase sempre os pais como os piores inimigos.  O apoio dos amigos é bom quando estes também são bons e equilibrados, no entanto, este apoio muitas vezes só consegue ir até determinado nível, que é inferior ao nível familiar.

O jovem que não ouve é também normalmente o que mais erros comete, mais esconde tudo de todos, dado que acha que o mundo o persegue, e que os amigos que aceitam como verdade tudo que diz são os melhores. Têm uma grande vontade de ser adultos e independentes, no entanto raramente o são porque de certa forma, embora critiquem, apoiam exactamente nos mesmos pais que eles tomam como inimigos. Muitos não se apercebem muitas vezes da sorte que têm de terem os seus pais, quando muitos outros jovem sequer família têm.

O problema está na compreensão e equilíbrio emocional, e quanto mais tendência a vitimar tiver mais desequilíbrio terá, pois tenderá a ir-se a baixo muitas vezes por coisas mínimas. Este jovem para atingirem o equilíbrio têm que ser humildes, pois senão continuarão a cometer as mesmas trapalhadas na vida adulta. E tudo começa por tentar pelo menos aprender com pessoas com maior experiência. Saber ouvir críticas é algo importante na vida, porque nos prepara também para sabermos compreender melhor as nossas ideias. 

Sempre que puder torne seus pais seus melhores amigos, mas isso tem que vir dos dois lados

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