sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sonho, Sonhar


Podemos definir os sonhos como uma vida abstracta, vivida no subconsciente ou no consciente, onde visualizamos ou planeamos alguma realização ao nosso gosto. É comum muitas vezes focarmos a realização dos nossos sonhos e expectativas sobre alguém. Este tema vem em resultado de conversas com muitos amigos/as que se mostram muitas vezes desapontados porque a pessoa com que pensavam realizar o seu sonho não partilha o mesmo sonho.

Em primeiro lugar é necessário clarificar que não se vive o mesmo sonho, mas sim se partilha. O que quero dizer é, mesmo pessoas com aparentemente mesmo sonho, é uma realização particular de cada um, ou seja, toda a emoção da realização deste sonho é vivida de forma individual e é escolha deste indivíduo partilhar com outras pessoas.

"Sonho se partilha com outras pessoas"

Para ser menos abstracto, aos 9 anos de idade, eu tive um forte sentimento de que, mesmo antes de os ter, iria amava muito a minha mulher e meus filhos. Ora este sentimento é abstracto mas é vivo e sentido. Digo que é abstracto porque este amor não tem rosto, não tem personalidade, mas sim amor puro que pretendo dar a mulher e aos filhos.

"Sonho não deve ter rosto"

Os sonhos não devem ser "depositados em..", mas sim "partilhados com...", assim sendo, o que quero dizer é que qualquer que seja o seu sonho individual, partilhe-o ao contrário de o depositar noutra pessoa. Não depositando noutra pessoa, o fará mover mais facilmente na vida, quando esta pessoa por algum motivo já não quiser partilhar o sonho.


"Os sonhos não devem ser "depositados em..", mas sim "partilhados com..."


Importante frisar também que melhor do que sonhar é realizar o sonho. Como se costuma dizer, se quer sonhar, vai dormir. Muitas pessoas estão tão presas na sequência linear de realização dos seus sonhos que se bloqueiam, porque as oportunidades não lhe aparecem na ordem esperada. Outras ainda, esperam sempre que esteja todas as condições a 100% para começar e nunca começam porque falta sempre algo.

"Se quer sonhar, vai dormir"

A realização de sonhos passa por querer e fazer por aquilo que ser quer. Ter uma boa intuição, fé e sabedoria são ferramentas de trabalho. A sabedoria é muito importante porque fará decidir e ver muitas vezes oportunidades mascaradas, a fé o fará manter-se quando estiver nos momento mais incertos, em que as coisas parecem não correr como desejava, e a intuição é o que lhe pôs nesta grande alhada que é como lutar pelo sonho :).

"Intuição, fé e sabedoria, ferramentas de trabalho."



sábado, 17 de outubro de 2009

Geneticamente casados

Indubitavelmente quando observamos à volta, na natureza pura, vemos que todos nós fomos criados para que num determinado ponto da nossa vida precisamos prolongar os nossos genes. De facto é uma forma fria de referir ao relacionamentos, mas no sentido mais simples é exactamente isso que fazemos, reproduzimos. Todo mundo animal está praticamente dependente deste factor genético, e aí, como até agora é, a responsabilidade das crias caí sempre sobre a mãe.

Indo para o mais complexo, o ser humano foi criado ou desenhado para ser casado, não no sentido legal do casamento, mas no sentido emocional ou sentimental.


Muito embora os padrões de vida, vemos homens e mulheres com o sentido de uma vida independente, e quando muitas destas pessoas dizem que não querem ter relacionamento, o factor condicionante não é o desejar estar sozinho/a, mas o medo do que estar com alguém possa representar. Nos nosso genes está intrínseco a procura de um companheiro/a. Existe a necessidade de ter alguém com o qual partilhamos aspectos da nossa vida que não partilhamos com mais ninguém, a intimidade, a emoção, até mesmo a estabilidade emocional.

Na conjuntura social actual, a solidão e o amor são alguns dos maiores medos das pessoas, não porque não existam parceiros, mas pela quantidades de tentativas que muitas vezes é necessário fazer para o encontrar,
principalmente a mulher, que tem tendência a sentir-se usada
muitas vezes. Como se costuma dizer;

"O grande problema de encontrar o príncipe encantado é a quantidade de sapos que se tem que beijar".

Concluindo, não fomos feitos para estar sozinhos, muito embora muitos tentem disfarçar que nada quem com alguém, este disfarce na realidade é o medo de entrar no jogo de sentimentos e emoções onde podemos perder nós mesmo.

Todos nós chegamos ao ponto em que estar com todo mundo já não nos satisfaz, em que precisamos alguém do nosso lado, alguém que transmita segurança, que nos dê atenção, carinho e principalmente companheirismo.

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