segunda-feira, 31 de março de 2014

Momentos


Há momentos na nossa vida que vivemos de forma tão intensa, livres e felizes que nos faz sentir que o presente não nos agrada. As vezes, há vivências tão loucas que nos faz desejar não sair das mesmas. 

O crescimento, o aumento da responsabilidade da vida, nos faz muitas vezes cair em situações as quais, de certa forma, removem a nossa felicidade. Nos faz seguir padrões sociais que nos afastam daquilo que realmente nos faz livres e felizes. Por cada ano de vida, é necessário nos reinventarmos para que possamos criar outros momentos da nossa vida de forma aumentar a vivência, e  as experiências boas.

Quando não somos capazes de recriar momentos novos na vida, a nossa felicidade tende a ficar presa no passado. Fazendo com que o presente se torne enfadonho, triste, aborrecido e muitas vezes infeliz. Este tipo de sentimento é particularmente perigoso nas relações à 2, porque provoca muitas vezes a percepção de que é o cônjuge o motivo da infelicidade.

Se paramos para reflectir um pouco, poderemos analisar que na nossa vida faz falta viver momentos intensos. Faz falta a paixão, o apaixonar, o namorar, o amar. Os casais que conseguem transportar isso  para o casamento, conseguem manter a criação de novos momentos, o que é muito bom, caso contrário a relação cai na monotonia.

A liberdade é das coisas que mais se sente falta, a forma livre como se movia, decidia, permitia naturalmente uma melhor expansão das emoções, da alegria, a despreocupação e até mesmo a irresponsabilidade.

Naturalmente que este tipo de sentimento, esta falta, está directamente relacionada com a forma de ser de cada um, a necessidade de vida de cada indivíduo. Pessoas há que não necessitam de tanta excitação em suas vidas, pelo que, ao contrário dos outros, a "monotonia" é considerada uma base segura e uma zona de conforto. Outras há, que a necessidade de excitação é tão grande, que acabam desequilibradas e acabam por não conseguir construir a própria vida.

Isso tudo faz muitas vezes questionar, porque motivo abdicamos da nossa liberdade? Se conseguir responder a esta pergunta com um sorriso nos lábios, significa então que está feliz, se não sabe, significa que ainda não percebeu o seu presente, e se responde com tristeza significa que sente que não detém o controlo para mudar o seu presente.

Na realidade o que precisa é criar novos momentos, novas vivências, para que se possa libertar do passado e aceitar melhor o presente, e assim construir um futuro, seja lá o que isso possa significar.

quinta-feira, 20 de março de 2014

AMOR


As vezes, só queremos uma voz que nos massaje os ouvidos, para que o peito tenha uma maior abertura para um batimento cardíaco mais forte.

As vezes, o silêncio pode ser tão barulhento, que nos faz sentir acompanhados de tão só que nos sentimos.

As vezes, só um abraço especial nos preenche, nos aquece, nos faz feliz.

Mas em todas essas vezes o AMOR faz falta.

domingo, 2 de março de 2014

O Adulto = A Criança



O Adulto de hoje é amplamente resultado da criança que foi. Muito embora se tente descontar deste facto, a verdade é que o que vivemos na nossa infância, vai afectar parte da nossa vida adulta.

Muitas pessoas adultas, não se reconciliaram com a sua criança, carregando mágoas de infância para o resto da vida. Estas mágoas, medos e traumas, muitas vezes residem dentro do subconsciente e manifesta-se na personalidade e atitude perante à vida da pessoa.

É comum observar que as raparigas que vêm de um casal onde falta a presença masculina, tendem a ser muito submissas aos rapazes, muitas vezes até sendo consideradas fáceis, por estes. No caso do rapaz a falta da mãe também o pode fazer andar atrás de raparigas, no entanto, é uma amostra mais difícil de se perceber porque a nossa sociedade já o aceita como atitude normativa.

Dependendo muito do tipo de educação, a criança que cresce sem mãe pode sentir muito fragilizado perante a energia feminina. Isso também o torna susceptível a uma busca por afecto na parceira. Muitas vezes são possessivos, carentes, principalmente quando a falta da energia feminina advém da perda da mãe enquanto criança.

A perda dos pais em criança também tem um impacto muito grande, principalmente quando esta viveu com os pais. Esta perda pode desenvolver várias personalidades, dependendo de como a criança processa os acontecimentos.

Existem crianças que tendem a crescer com poucas ligações emocionais, são mais independentes, não criam raízes. Isso é uma forma de escudo para evitar mágoas associadas à perda. Vivem muitas vezes uma alegria disfarçada mas muitas vezes choram por se sentirem desamparadas.

Muitas crianças por não terem pais, vivem sempre com a sensação de  insegurança.

Crianças que sofrem abusos, tendem a tomar três vertentes, ou se tornam complemente contra e se fecham, ou deixam de ter qualquer respeito pelo próprio corpo e simplesmente se entregam aos lobos, ou tornam-se abusadores eles próprios.

A importância da criança crescer num lar com pai e mãe está amplamente relacionada com o próprio desenvolvimento da criança, principalmente a nível espiritual. Isso se deve ao facto de que, com o pai e mãe a criança aprenderá o equilíbrio de ambas energias.

Velhas rixas entre irmãos, ciúmes dos pais em relação aos irmãos, são emoções que se carrega ao longo de toda vida, se a dado momento não se reconciliar. As vezes, mesmo numa família tradicional com pai e mãe, existem crianças que por si só têm mais necessidade de atenção que outras. E quando esta atenção não é dada na quantidade esperada, desenvolvem ciúmes.

Crianças que possuem grande necessidade de atenção, podem ser crianças que  têm baixa auto-estima, ou aquelas que têm mania da grandeza. Muitas vezes a causa está na forma como os pais tratam, mas muito está intrínseco na própria personalidade da criança.

A importância de reconciliar com a nossa criança está no facto de ela trazer ao adulto a parte mais alegre e criativa. A não reconciliação com esta, faz com que transporte muito das inseguranças de criança para a idade adulta.

Poderá interessar também..

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...