quarta-feira, 20 de julho de 2016

Mulheres e Amizades


Tenho vindo a observar nesta minha curta vivência que as mulher em geral têm maior dificuldade em manter amizades. Hoje pretendo escrever um bocado a minha percepção sobre o assunto.

A mulher é um ser muito sensível, e esta sensibilidade dela faz com que muitas vezes, quando ainda não sabe fazer gestão emocional, projecte tudo o campo emocional. Isto tem impacto principalmente no trabalho, onde qualquer crítica no contexto do trabalho e levado como uma crítica pessoal.

A maior dificuldade das mulheres em manterem certas amizades é levarem muito facilmente coisas à peito. A complexidade destas relações, entre mulheres, advém também do facto de que a maior parte das mulheres têm um problema de auto-estima qualquer. Já viu aquela mulher que vocês acha linda, e se apaixona? Pois, provavelmente ela se acha feia.

Existe na mulher um sentimento de não ser suficiente, uma auto-estima interna que é sempre abalada em comunicação verbal.

Se reparem, muitas mulheres dizem que preferem ter amizades do sexo oposto, isso porque evita vários problemas. Isso ocorre porque a vibração emocional do homem e da mulher são muito diferentes. Já com as mulheres esta vibração muitas vezes repelem. Quando as vibrações são muito semelhantes, esta relação de amizade está sempre cheio de, intrigas, discussões, que vão e volta ao longo do tempo.

Esta problemática ocorre muito nas relações de sogra e nora, entre outros parentescos conjugais.

A mulher é um ser que por natureza absorve tudo, ela facilmente se culpabiliza. Muitas vezes ela faz um almoço, e já vai adiantando o que pode estar mal. Isso é típico de falta de confiança. E esta falta de confiança afecta muito na sua comunicação.

Quando comunicamos com alguém, não são só palavras que viajam para outra pessoa, mas também é todo um conjunto de intenções e emoções que são depositadas no verbo. Quando recebemos o verbo, e não obstante existir tudo que carrega, existe do nosso lado, as nossas emoções, medos, humor entre outros factores que irão influenciar a recepção da mensagem, independentemente das intenções no envio do verbo. Ora, com todos estes processos, num ser sensível como a mulher, é comum que tenham uma maior ocorrência de mal entendidos, não ter gostado de um comentário, não ter gostado da cara etc etc.

As mulheres que têm mais auto-confiança, conservam melhoras a amizades em geral. Atenção que quando me refiro a auto-confiança não estou a retratar aquelas que aparentam ser muito confiantes, mas sim aquelas que estão de bem consigo mesma, independentemente do que eles representem.
Estas mulheres, mais confiantes por natureza, não são facilmente abaladas por mal entendidos, comentários, principalmente por micro expressões corporais.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Purga Emocional


Muitas vezes passamos por situações de grande carga emocional, situações que consomem as nossa energia de tal modo que acabamos por nos sentir esgotados. Situações que nos afastam do nosso centro, que nos retiram o nosso EU.


Quando esta carga emocional termina, quando estamos mais calmos, é que sentimos uma grande quebra no nosso corpo físico, mental, emocional e espiritual.

A purga emocional é a libertação de todas as emoções acumuladas no corpo físico, mental, emocional e espiritual, para recuperar o equilíbrio, o nosso centro.

O processo de purga emocional, é uma resposta ao acumulo picos de emoções sobre o corpo. Nesta fase, normalmente a pessoa sente uma grande necessidade de isolar e realizar actividades que potenciam a introspecção.

No processo de introspecção, a mete irá recordar momentos marcantes na vida, sendo eles bons ou maus para permitir a resolução destes pendentes. Muitas vezes estes pendentes não são resolvidos no plano físico, mas sim no plano espiritual por intermédio de sonhos.

Muita gente confunde a purga emocional com depressão, aliás, quase tudo hoje em dia associada a baixas emocionais se associa a depressão o que constitui um erro. A purga dá cansaço, suores frios, muitas lembranças vívidas, tristezas e alegrias, tudo ao mesmo tempo.

Não obstante este processo causar alguma dor, a purga é um processo de cura. É a limpeza do corpo e alma.

Para as pessoas que são tendencialmente apegadas, elas prendem estas emoções, que acabam por se manifestarem no corpo físico. As doenças psicossomáticas são resultado deste acumulado de emoções negativas. Assim sendo, a purga para libertar estas emoções serve precisamente para limparmos o nosso corpo e alma.
 

domingo, 24 de abril de 2016

Uma peça na vida de outro


Já pensou quantas vezes foi uma peça determinante na vida de outra pessoa? 

Quantas vezes esteve presente em situações importantes na vida daquelas pessoas mais próximas ou mesmo até de desconhecidas?

O dinamismo da vida é tão maravilhoso que nos torna marcos na vida de outra pessoa. Estes momentos muitas vezes anónimos na nossa consciência, digo anónimo,  porque muitas vezes estes feitos são realizados de forma completamente altruísta.

Retrato esse assunto porque com um pequeno gesto de um amigo meu, demonstrou a importância que tenho na sua vida e de sua família. Isso fez-me recordar que a dado momento a minha participação fez com que tivesse com a actual mulher.

Observando e retrocendendo, comecei a ver as diversas oportunidades trazidos ou levados por cada pessoa que interage connosco. 

Vejo muitas  coisas de meus amigos que foram resultado de alguma forma de uma peça posta por mim, tal como eu tenho muitas peças postas por outros amigos.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Diferentes perspectivas de amar [Desenvolvimento]


A pedido de um leitor que leu o post Diferentes perspectivas de amar, onde expresso duas perspectivas de amar, foi-me pedido que desenvolvesse mais o assunto.

Quando referimos às diferentes perspectivas e amar, no primeiro caso  referia-me a aquele que AMA tendo dentro de si todo AMOR que pretende partilhar. Esta perspectiva de AMAR está muito relacionado com a capacidade de AMAR de forma incondicional. Este é um AMOR que é partilhado e de modo algum necessariamente cobrado. Esta perspectiva de amor, é muitas vezes altruísta, é sincera, independente e vem de dentro para fazer.

O AMAR de dentro para fora, não depende de nenhuma recompensa. Este amor estabelece por si só que a pessoa que o carrega é por natureza FELIZ, ESTÁVEL LIVRE. Estas pessoas tendem a vibrar o AMOR ao seu redor, tornando-as muitas vezes vítimas de vampirismo energético, quando não estão preparadas, principalmente quando estão envolvidas com pessoas sedentas por AMOR. Estas relações podem ser perigosas porque pode tornar uma pessoa dependente em receber AMOR e outra refém em dar AMOR.

Esta perspectiva de AMAR é muitas vezes desapegada, não obstante quando correspondido existir uma grande entrega. Também permite muitas vezes reconciliar mais facilmente o sentimento de perda quando há uma separação, porque embora se sinta a tristeza na separação, o AMOR se mantém dentro. Aqui o conceito é partilhar AMOR.

A segunda perspectiva, é mais dependente. Não é necessariamente o AMOR, mas sim um necessidade, um factor de sobrevivência, O SENTIR-SE AMADO/A. Neste caso, esta perspectiva está sempre à espera por carinho e atenção, não obstante por mais que se dê o/a faça sentir seguro/a.

A questão desta perspectiva é que ela está largamente associada à auto-estima. É um AMOR dependente de prémio. Aliás, muitas são as pessoas que usam na realidade o seu AMOR como moeda de troca, nos casos em que ambos têm exactamente a mesma dependência.

Quando um casal partilha esta dependência amorosa, é comum tornarem-se excessivamente possessivos. Esta possessão advém do facto de que cada membro pretende encher o seu coração com o AMOR do outro. O coração destas pessoas tem pouco AMOR para o seu próprio sustento, estando sempre dependentes de outros. Tipicamente a sua auto-estima é baixa, o que por si só fará ter uma projecção pouco confiante de tudo o que sente, pois mentalmente na sua realidade, sentirá sempre refém do medo da perda.

As pessoas desta perspectiva muitas vezes tornam-se vampiras, sugando a energia de outras pessoas, tal é a sede de se sentirem amadas. Este vampirismo muitas vezes não é consciente, nem é feito por maldade, mas sim consequência de uma necessidade energética, que é resultante da forma de pensamento e dependência emocional.

Qual é a sua perspectiva de AMAR?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Coragem de ser feliz


Quantas foram as vezes que precisamos fazer uma escolha baseado em sentimentos contrastantes?

Quantas foram as vezes que esta escolha envolvia sacrificar algo que queremos, sacrificar por orgulho, mágoa, dor, e até mesmo medo?

Quantas vezes consegui de facto perdoar para ser feliz e quantas vezes ser você mesmo fará o outro infeliz?

No nosso mundo dual, infelizmente a felicidade de um muitas vezes é a tristeza de outro. Isso muitas vezes torna as nossas escolhas difíceis, principalmente no campo amoroso. A mágoa por/a nós infligida é tão grande que mesmo que se tente perdoar, a memória não consegue apagar o sentimento. Neste momento tudo irá depender muito da polaridade do ser vivente.  Ou se deixa levar pela dor ou o seu AMOR é tão grande que consegue abafar qualquer dor.

A coragem para ser feliz passa muitas vezes por ultrapassar tabus, conceitos e preconceitos, modelos pré-determinados do que é viver. Muitas vezes fará uns chorar e outros sorrir, outras somente nós iremos sorrir.

A coragem de mandar tudo par o alto e correr para sua felicidade não uma uma coragem qualquer, principalmente quando se sente e se sabe o que quer. Mas será a escolha certa?

O que é a escolha certa?

Eu considero a escolha certa aquela no nos faz feliz. A questão que se põe é qual é o nível de felicidade que necessita para ser feliz.

Pessoas há que necessitam de sentir o AMOR apaixonado,  outras simplesmente se conformam com o nível que conseguiram. Se indagar algumas pessoas à sua volta quanto lhe faz sentir feliz, ou seja, até que ponto esta pessoa se sente feliz consigo.

Deduzo que a maior parte dos casos terá sempre uma resposta mediana, irão dizer que estão felizes, mas irão sempre realçar que há algumas coisas que poderia melhorar para o fazer ainda mais feliz. Nesta equação está também o seu próprio nível de felicidade. Quão feliz você é? Quão feliz alguém lhe faz? Medida difícil não é?

Lembre algum momento em que foi muito feliz. Explore este momento e tente comparar com o AGORA. Agora, pergunto, se teria coragem de voltar aquele momento feliz. Com o quê, com quem, onde, precisaria de estar?

Por incrível que pareça é praticamente impossível reproduzir certos momento. Mesmo que tenhamos todas  as variáveis aproximadamente iguais, existe algo que está diferente. Nós.

Nós estamos diferentes, a vivência, experiência, muda drasticamente a nossa percepção de tudo que já "fora" vivido no presente.

Muitas vezes o sopro da vida nos leva aquela coragem, aquele espírito aventureiro, romantismo, paixão, amor...felicidade. As vezes o nosso cérebro é o nosso maior inimigo, porque nos impõe regras, medos, lógica, quando a felicidade e o amor não é nada disso. O Amor simplesmente É.

Já pensou que se tivesse tido coragem de fazer aquela chamada, pedir para conversar, se tivesse tomado a "tal" decisão, muita coisa estaria mudada no seu presente. Será que seria mais feliz? Dá que pensar não é?

Vá, tenha coragem, tente ser FELIZ.

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