domingo, 27 de abril de 2014

A Cultura do Heroísmo


O nosso mundo é cheio de dualidade, de situações dúbias e de falsas boas intenções.

Actualmente vivemos uma fase de mudanças no mundo, e esta fase trará muitas verdades à superfície. Pretendo falar um pouco da Cultura do Heroísmo. Algo que está cada vez mais patente, principalmente nos filmes, que são na realidade máquinas de propaganda. Quero falar principalmente do "Tipical American Movie".

O TAM tem sempre o mesmo enredo, melhor a massa do bolo é sempre igual o que muda é o melaço. Nestes filmes existe sempre 1 Americano, que vai para outra parte do mundo, lutar o suposto "Bad Guys". Este personagem sozinhos mata tudo e todos, sim, porque ele é o bom e os outros são os maus. Este  conceito não se estende unicamente para os filmes, vê-se o mesmo conceito a ser apresentado em desenhos animados (Cars 2), sem documentários como National Geography. A ideia é sempre uma luta do bem contra o mal.

Este texto não é uma crítica, mas sim uma constatação, reparemos que EUA é o país com maior número de Super-heróis (Banda desenha), todos para defesa dele mesmo. Para quem já viveu em países Comunistas da Europa do leste, poderá fazer uma analogia exactamente a propaganda massiva deste sistema governativo. A actual democracia praticada em muitos países nada mais é do que um versão comunista mas num nível superior. Até porque a única diferença entre o comunismo e o capitalismo basicamente reside onde o dinheiro fica, estado ou privados respectivamente.

A cultura do heroísmo trabalha com uma área de base emocional que todo ser Humano tem, A VAIDADE (não é atoa que é um dos pecados mortais). Na realidade não é só isso, mas tem outros factores como, QUERER AJUDAR, CRENÇAS etc. Mas o principal é mesmo a VAIDADE.

Tudo começa desde criança, com a necessidade de se sentir especial, ter atenção, ser um astro, apreciado por todos e todas, forte, robusto, como o Gaston no Bela e o Monstro. Também está altamente relacionada com aspectos naturais, como o conquista de território e o acasalamento.  No mundo natural, existe uma escolha objectiva sobre os parâmetros a serem tidos em conta para o acasalamento.

A necessidade de sentir, ESPECIAL, RECONHECIDO, ACEITE, ACLAMADO, HERÓI, que é vendida pelos meios de comunicação, faz crer e justifica como certo fazer-se mal a outra pessoa desde que esta pessoa seja MÁ.

O problema desta forma de pensar, está no facto de que MAU ou BOM  é uma questão de perspectiva. Neste sentido, o herói num lado é criminoso noutro. Assim como um bandido e seus amigos festejam terem morto um polícia, os polícias o acham um criminoso, e vice-versa.

Digo isso porque vejo muitas vezes documentários sobre o poder militar do USA, e constantemente dizem que é para combater os "BAD GUYs". Isso passa uma impressão de eles são os "GOOD GUYs", mas não são. Com toda esta propaganda de heróis, se repararem, os USA é o pais com mais super-heróis. Desde, Capitão América, Homem-Aranha, Batman, e blá blá blá, em prol  da justiça, blá blá blá, e termina sempre com o Save América.

Por incrível que possa parecer, todas estas técnicas vêm do..... comunismo. Faz tudo parte de propaganda, e de criar desde pequeno o gosto de ser herói. Desta forma em adulto, estará sempre disposto a oferecer a vida pela causa. 

Se analisamos, toda esta luta contra os BAD GUYs, quem mais mata no mundo são os intitulados GOOD GUYs, ao ponto de quando não têm BAD GUYs, criam e financiam BAD GUYs (e estes são mesmo bad), para que eles possam ser GOOD GUYs (estes são tão BAD como os primeiros).

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Combatemos o racismo?


Após ver alguns filmes, que retratam a escravatura negra, como "Django", "12 anos escravo", pergunto-me se de facto estamos a "combater" o racismo.

A minha opinião é que este tipo de filme já não fazem sentido de ser. Muitos podem advogar que serve para lembrar da crueldade da escravidão, mas eu defendo que não.

Este tipo de filme só serve para incitar ódio nos negros em relação aos brancos. Quer queiram quer não, é preciso lembrar que muito embora um filme possa ser uma obra de ficção, onde os factos são muitas vezes diminuídos ou exagerados, o telespectador carregará emocionalmente como se de uma coisa real se tratasse. Noutra visão, também serve de lembrança dos negros que foram escravos e para envergonhar o branco.

Há uma parte da história que não é contada, que muitas pessoas não têm noção, até mesmo os brancos. Antes de existir a escravatura dos negros, melhor dizendo, antes de existir a escravatura dos não brancos, já os brancos eram escravos.  Sim, porque a estrutura de reinado existente iniciou com base na escravatura.

De facto, a escravatura negra ganha preponderância por causa da logística associada, com o comércio triangular. Mas não obstante a isso, acho que este tipo de filme já não devia ser feito. 

Também defendo esta opinião porque estes filmes usam a técnica de preparar o espectador para aceitação da violência desmedida. Se repararem, estes filmes apresentam cenas de de pura maldade de uma parte, para que mais tarde a outra parte possa praticar maldade, mas já com o consentimento do espectador. Criando aquela sensação de justiça e vingança justificada. Observei isso no filme Django, e confesso que não gostei.

É preciso lembrarmos que sem o apoio dos brancos não existiria a liberdade dos negros e outros, pois eles também enfileiram na luta pela liberdade dos povos.

Acredito que a luta também passa por reconciliar, pois nenhuma relação sobrevive se se mantiver a lembrança das coisas negativas infligidas um ao outro, principalmente de forma gráfica.

Quanto o conceito de racismo, sendo supostamente uma sociedade democrata, acho que qualquer um tem esse direito de pensamento, desde de que a sua ideia não o subjugue ou prejudique o outro. Até porque, hipocrisia à parte, todos nós temos qualquer tipo de preconceito.

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