sexta-feira, 8 de março de 2013

Na dor com alegria

Já algum tempo que não escrevo, não por falta de temas para partilhar mas por muita ocupação, para além de que a internet também não ajuda muito.


A musica que partilho ouvi vezes sem conta num momento que estava com o coração completamente partido.


Nesta fase a tristeza era tão grande que já me sentia alegre de tanta tristeza. Já me ria de mim mesmo por chorar como se fosse uma criança.


Esta música traz-me sentimentos dúbios, tristeza, pela situação passada, alegria, pelo aprendizado dentro da própria tristeza. Este texto não é de forma alguma um lamento, pelo contrário. Este texto é para aquele que neste momento se sente em baixo e que pensa que é o fim. Digo já, não é o fim, pelo contrário, é o INÍCIO.

Conheci esta música porque era parte do meu screensaver no meu novo portátil, que enquanto tocava filmava, e tinha o portatel bem na direcção da minha cama. Desta forma conseguia ver a minha cara de tristeza, com o coração em pedaços. Nesta fase, ficamos sem saber o que fazer, porque aquela pessoa, aquela pessoa, era o nosso dia-a-dia, ao acordar o plano era com aquela pessoa.  De facto, o dia após término a pergunta foi exactamente essa. O que vou fazer agora? Se estivesse com.... iria fazer .... e bla bla bla.

São ligações muitas vezes tão intensas que quando se quebram parece que foi arrancado parte de nós mesmo. Digo parece, porque é só um percepção, na realidade está tudo consigo até o amor que sentia. O que mudou é ficha onde faz a ligação deste amor.

Posso dizer com certezas, para vocês que está a passar por uma situação destas que, todo esse é um processo de evolução. As vezes é necessário compreender que as pessoas com que nos relacionamos não são necessariamente para ficarmos com elas completamente, mas sim com pedaços delas. Estes pedaços correspondem exactamente a experiência, partilha, aprendida com esta pessoa. Este aprendizado só ocorre muitas vezes, anos depois. Quando se atinge a compreensão mais elevada para perceber qual era realmente o cerne de tudo que se viveu.

Muito embora estivesse muito, mas muito triste, existia uma grande alegria em mim, pois nunca sentira algo assim, nunca tinha passado por tal dor que me fazia sentir HUMANO. Este sentimento fez-me pensar mais sobre a própria existência, no ponto de vista da consciência de si mesmo. Estava no fundo mas sempre com olhar fixo na luz no topo do poço.

Tive momento lindos, ao ponto de não conseguir respirar, não conseguia passar 5 minutos sem, falar no assunto, e desatar a chorar de novo, hahahaha. Cheguei ao ponto de RIR de tanto CHORAR. Só espera que  tudo passasse. E nestes casos, o tempo parece que é ainda mais lento hahahahaha.

Este medicamento era doloroso e amargo, mas tinha que passar por isso para chegar à cura. Foi o que disse a mim mesmo. Muitas vezes era necessário bater no peito para conseguir respirar. Mas em momento algum tive pensamentos destrutivos, nem revolta, nem rancor,mas sim,  Medo, sim , muito MEDO.

O MEDO era constante, do reencontro, misturado com a vontade do reencontro também. Ansiedade ao passar em certos lugares, de encontrar a pessoa, principalmente de encontrar a pessoa com outra pessoa. Nas possibilidade de novas relações, pairava sempre um pequeno sentimento de TRAIÇÃO.

Tudo isso faz parte do processo de recuperação, de construção de um NOVO EU. Na DOR, mas do que a DOR EM SI, aprendemos MAIS SOBRE NÓS. 

Hoje atingimos a compreensão do que o espírito queria necessariamente que cada um de nós aprendesse. 

SOFRI?! NÃO, APRENDI E CRESCI!
POR ISSO, NÃO SOFRA, APRENDA E CRESÇA

2 comentários:

Maria-Estrela Lunar Amarela disse...

Olá, rapaz!
Li seu post; gostei muito e compartilhei no face.
Essa música é linda mesmo e suas palavras foram muito bem postas.
Um abraço de LUZ!
Maria do Rocio - Curitiba-Pr.

O homem e a mente disse...

Obrigado

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