segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Armadilha do macaco



"Para apanhar o macaco, em África, as pessoas põe um coco dentro de um caixa onde a mão do macaco passa mas o coco não passa. Quando ele põe a mão e tenta tirar o coco não consegue porque a mão e o coco juntos não dá para passar e como a caixa está presa ele fica aí não larga o coco para fugir, até ser apanhado e muitas vezes morto. Na realidade ele está preso porque quer, só que ele é que não dá conta"

Bem verdade vos digo, esta armadilha retrata muito situações da vida, em que estamos agarrados à "coisas", situações, sentimentos, emoções, ilusões, que de algum modo sabemos que não as conseguimos ter em liberdade. No entanto continuamos agarrados a estas situações enumeradas anteriormente simplesmente porque as desejamos tantos que ficamos cegos em relação a nós mesmo.

As pessoas se envolvem de tal forma que assumem que ficar sem a dita "coisa" a vida terminará, sem se aperceberem que ela terminará se ficar, ou já terminara no momento que agarrou o coco. Mais difícil ainda é convencer a pessoa de que só lá está porque quer, porque já interiorizou de tal forma a necessidade desta prisão que acha impossível viver sem ela.

A vida pode ser aquilo que queremos, mas depende muito do que sentimos que realmente queremos e o que reflectimos sobre ela.

Aceitar que nem tudo que queremos é na realidade para ser nosso, é um acto de sabedoria, porque as vezes, aquilo que tanto queremos nos destruirá, por esse motivo quando não consegue algo, agradeça, pode ter se safado de uma boa.

13 comentários:

PGA disse...

Fantástico texto de sabedoria.

Agradecido.

Huang disse...

Excelente texto, adorei...

Todos nós em determina fase da vida fazemos o papel desse macaco, quer queiramos quer não. Obrigado por me teres relembrado o quanto macaco eu costumava ser :p

O homem e a mente disse...

Para vivermos temos que saber passar todos estes momento, e melhor ainda, aprender com eles.

Anónimo disse...

xiii..

Agora é que me tramaste!.. :D

... Realmente, é complicado encontrar a saída de um labirinto, criado por todo o tipo de bengalas: medo, insegurança, auto-estima, expectativas, desejo, comodismo…
É completamente irracional mas, o desejo de possuir é tão grande que se torna quase animalesco pensar que somos superiores, quando afinal estamos apenas a ser arrastados… quando no final apenas nos estamos a deixar arrastar…

…pois é:
Desejo doentio,
Tomado por uma Fome galáctica,
Encorajado por uma esperteza saloia,
Que nos lança para o mais fundo dos poços
E lá nos mantém a mais estúpida das certezas…

É a estupidez mascarada de doce, quando perseguimos um côcô com sabor a desgraça, humilhação, dor, “arrependimento”…

e por quê?..

Pelo simples prazer de apenas tê-lo por mais uma fracção de milésimo de segundos nas mãos…

Mas é nessa partícula de tempo, que o tempo voa… e nos embrenhamos ainda mais no novelo da armadilha, enredamos, embrenhamos, afundamos… e afogamos!
… Afogamos e não nos deixamos salvar…
E chora, lamenta, desespera por ninguém se lembrar… que precisava de ser salva.

Mas e se a ajuda chegar… estará mesmo pronta a ser salva?

F.N.

Maria Rosa disse...

Do querer nada ao nada querer?

:)

Sempore achei interessante a doutrina do total desprendimento e do vazio como forma de liberdade. É paradoxal. Sabes que existe e desejas mas esforças-te por não querer. Não será uma prisão identica?

Sempre há uma prisão em nós, não há maneira de escapar. A sabedoria consiste em saber viver com ela.

Digo eu ... e digo mais... digo Bom dia :)

O homem e a mente disse...

Depende, se te faz feliz. Muita essa liberdade não é vivida por medo da crítica social, pois, socialmente é suposto o indivíduo ter determinadas características.

A questão do total desprendimento é algo impossível, porque geneticamente não fomos feitos para ficar sozinhos, mas esse é outro tema que post que irei escrever, "geneticamente casados". :P

O homem e a mente disse...

PS: Gostei da música, muito calma, bom para o reencontro com os chakras

Maria Rosa disse...

Fico a aguardar o teu "geneticamente casados". Tentarei acicatar-te com o fecho éclair :P

(...)

Tinha tudo, tudo

sem peso nem conta,

bragas de veludo,

peliças de lontra.



Um homem tão grande

tem tudo o que quer.



O que ele não tinha

era um fecho éclair.

António Gedeão

claro que o poema se refere ao ter mas fora do contexto fica interessante para o futuro post :)

O homem e a mente disse...

hehehe, isso foi mesmo para me puxar o pensamento :P

ROSA AZUL disse...

Diz ai meu bro...qual foi a boa da qual te safaste desta vez?
Gostei do texto bastante rico em sabedoria serve de reflexao.
Tu sabes que a dependencia amorosa por exemplo 'e uma das grandes armadilhas que nos destroi.
Penso eu que a verdadeira felicidade vem quando nos' somos verdadeiramente despreendidos do coco^.Engracado como as pessoas se agarram as coisas dessa vida que no fundo tudo tem o seu prazo de validade.O conhecimento, a alegria de viver , o amor ao proximo e a si mesmo isso quase todos querem e poucos sabem agarrar.Kisses

O homem e a mente disse...

Nada em particular minha Bro, como sabes, muito da minha escrita não reflecte necessariamente o que estou a passar, mas sim análises que faço na vida do quotidiano, pensamento e reflexões do que é viver. Esta foi mais uma delas, até porque, como sempre, a minha é tão dinâmica que me apresenta sempre surpresas, e ando a viver uma agora.

Jorge Ramiro disse...

Claro, é um bom reflexo, eu também gostei da comparação com o comportamento dos animais. Estou interessado em tudo relacionado aos animais, porque eu tenho um petshop on-line.

Unknown disse...

Adorei

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