quinta-feira, 26 de junho de 2014

Conhecer o outro

Em qualquer relação, principalmente as amorosas, é necessário conhecer o outro. A interação humana não só implica conhecimento do outro, como de si próprio e de si próprio em relação ao outro.

Um dos maiores problemas nas relações amorosas começa com as comparações dos respectivos parceiros com outros intitulados modelos. Cada um tem uma forma diferente de exprimir emoções, e muitas vezes, o parceiro tende a comparar a forma de expressão, ou qualquer outro aspecto com outra pessoa ou modelo.

É importante que aprenda a conhecer o outro e desta forma perceber como esta pessoa expressa as suas emoções.

Conhecer o outro implica aprender também a forma de expressão, o olhar, as falas, a expressão corporal, que nos indica o estado espiritual do parceiro/a. Sem comparações, nem ideias pré-concebidas de como se deveria agir. Conhecer o outro, implica também ter AMOR,  implica aprender muitas vezes aceitar ou gostar dos defeitos, porque na realidade são todas estas particularidades que nos fizeram muitas vezes gostar desta pessoa.

Muitas vezes tentamos moldar alguém ao nosso gosto, de tal modo a que satisfaça o nosso ego. No entanto, é necessário tomar cuidado, se o que acha defeito e quer mudar no outro, na realidade não é o core que o fez apaixonar. Assim sendo, depois da mudança, a pessoa deixa de ser o que realmente É, perdendo assim a magia, e em consequência alterando completamente a relação.

Sempre que se pretenda corrigir ou até mesmo melhorar algum aspecto do/a nosso/a parceiro/a, a pior atitude é comparar-lo/a com outra pessoa, principalmente do mesmo sexo. Isso irá criar um fecho completo, e poderá até piorar a situação. A melhor estratégia muitas vezes passa enaltecer as qualidades do/a parceiro/a e fazer entender que determinada atitude não coaduna com as suas qualidades.

Conhecer o outro, implica AMAR, transformar, tolerar, à si próprio, o outro, à sim próprio em relação ao outro. Experimente olhar o seu parceiro/a não no ponto de vista do que quer que ele/a seja, mas sim do que ele/a É. A minha descrença no amor à primeira vista está exactamente pelo facto de considerar que esta pessoa se apaixonou não pelo/a parceiro/a em si, mas sim pela ideia do que ela acha que o/a parceiro/a representa.


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