terça-feira, 22 de outubro de 2013

História, cultura e personalidade


Hoje em dia, a cultura ocidental sobrepõe sobre as outras culturas,
o que faz com a realidade muitas vezes vividas por estas seja de alguma forma herdada nas outras culturas.

Com o advento do colonialismo muitas culturas foram destruídas, usos e constumes, e outras foram copiadas. Especificamente falando, quero referir-me a forma de encarar a Mulher. Ao contrário da história ocidental, os paises do sul, antes de serem colonizados, com preponderância em África e América sempre foram divididos entre sociedades matriacal ou patriacal. Dada a imensidão de culturas, nem todas as sociedades tratavam a mulher como na sociedade ocidental tratava. Aliás, ainda hoje se consegue presenciar alguns usos e costumes relacionados com esta cultura.

O maior problema que os países colonizados têm é exactamente a perda da sua cultura, principalmente os países africanos, pelo facto terem dificuldade de partilhar informação. A forma natural de partilha em África sempre foi de boca à boca (não é beijo:D). Acredita-se que não havia escrita. Digo acredita-se pois não se consegue saber dado que ouve uma grande destruição por parte do colonizador bem como dos próprios africanos.

Com o colonialismo os conceitos de tratamento da mulher mudaram, principalmente trazidos pelos Cristãos, que inferiorizavam a mulher como SER. Parte deste "desprezo" vinha não pelo facto de ela possuir algum tipo de problema, mas sim pelo facto de possuir algo que atrai todo homem VAGINA. Por este motivo, várias religiões, inclusive até ao dia de hoje, tentam sempre submeter a mulher ao homem.

Isso leva a fazer uma pequena análise ao Islão. De certa forma os países que por lei obrigam as mulheres a cobrirem o corpo todo, o cabelo, não é bem uma questão religiosa. Retirando a minha opinião pessoal sobre o assunto, o objectivo claro de controlo sobre a mulher, é exactamente para evitar um dos grandes motivos de lutas e disputas, a Mulher do outro. De facto, no Islão, existe uma grande (até mesmo excessiva, dependendo da região) protecção em relação as mulheres. Ao contrário do que se prega, o maltratar uma mulher por parte de um homem é punido com grande castigo. Não obstante a isso não há nada perfeito.

Algo que vivi, e observei foi que os muçulmanos tendem a proteger muito a suas mulheres, querendo-as puras. No entanto, muitos destes quando estão num ambiente ocidental, tendem a tratar as raparigas ocidentais quase como prostitutas. Trantando-as mesmo como lixo. Isso de certa forma revoltou-me, mas percebia muito bem o motivo pelo qual isso acontecia.

Tudo isso tem a ver com a coesão familiar, em geral quanto mais próxima da família, e quanto mais valores familiares uma cultura tiver, maior auto-estima terá os seus membros. No ocidente estes valores foram praticamente usurpados para um conceito de liberdade fictício.

Muito embora muita gente não saiba, o movimento feminista que ocorreu nos anos 70 foi organizado e patrocinado pela CIA. Objectivo subversivo era permitir ter a mão de obra feminina na indústria. Com tudo isso também iniciou a alteração da forma como a mulher olha para si mesma, definido por homens que usando actrizes passavam um conceito de mulher sexy, ousada, e adorada por todos os homens. Esse tipo de treino ocorre até hoje, onde séries e filmes cada vez criam a imagem de que a promiscuidade tanto da parte do homem como da mulher é algo bom e moderno.

Em culturas com um grau de ligação familiar muito forte esse tipo de influência é difícil de estabelecer. Com a saída da mulher do papel principal de educar os filhos, a educação desta feita passou para o exterior, as famílias têm pouco tempo para de estarem juntas. Quando refiro a mulher como educadora, não estou a retirar esta responsabilidade do pai, mas verdade seja dita, quem sempre educou os filhos, por estar presente em casa, sempre foi a mãe. Logo, as raparigas com uma boa estrutura familiar preservam-se muito mais, e são muito mais estáveis na sua relação com o lado masculino.

A questão relacionada com a história, tem a ver com desenvolvimento do país em si, e a sua mídia. A primeira forma de conquista de qualquer país é exactamente pela cultura. Neste sentido, a TV é um factor de extrema importância, para divulgação e propaganda

Um exemplo prático é o facto de que a maior parte dos nossos noticiários recebem notícias de agências noticiosas inglesas e francesas, logo o que eles disserem passa como verdade para qualquer um, mesmo que outras agências estejam a desmentir. E esta escolha está muito relacionada com as línguas mais populares que determinado país reconhece, neste caso inglês e francês.

Actualmente temos uma mentalidade que é réplica do colonizador, porque foi esta a cultura que se absorveu, logo, é a que nos identificamos, e temos os mesmos comportamentos descriminatórios que eles, exceptuado aqueles que são contra nós próprios.

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