sábado, 13 de outubro de 2012

Desespero por afecto


O desespero por afecto vem falar um pouco das pessoas que são desesperadas por afecto.

Como sabemos, pessoas distintas têm formas diferentes de sentir. O afecto está muito relacionado com a forma como gostamos de ser tratados e também de tratar os outros. É notório na nossa sociedade a diferença entre os homens e mulheres neste aspecto, sendo as mulheres muito mais afetuosas que os homens. Tirando as questões sociais, que de certa forma torna o homem pouco afetuoso, o que quero retratar está mais ao nível interno.

A carência afectuosa pode ter normalmente duas origens, cármicas ou infância. Por este motivo nem todos pessoas têm tanta necessidade de afecto, tanto homens como mulheres. Muitas vezes, a necessidade de afecto está relacionada com medos e inseguranças da própria pessoa. Isso também explica porque motivo maioritariamente as mulheres são mais afectuosas que os homens, dado que são as mulheres consideradas mais inseguras que os homens. Digo "considerado" porque não é realmente verdade, o que acontece é que homem tem uma forma diferente de manifestar insegurança, pois também esconde muitas vezes o que sente.

Este desespero por afecto está relacionado com o medo de ficar sozinho/a. Na realidade estas pessoas sabotam a si mesmas, pois focam a energia toda na proteção contra o medo, ao invés de investirem a mesma em encontrar o amor

No mundo espiritual, existem almas que vieram para aprender o NÃO  e outras o SIM. Muitas vezes a lição é precisamente soltar, soltar este MEDO e DESESPERO para evoluir. Após a libertação destes pesos todo o resto se aproxima.

Muitas pessoas tendem a acumular mágoas por cada relacionamento que passam, o que faz aumentar ainda mais a ansiedade e desespero. Algumas vezes o desespero é tão grande, que na nova relação quase pedem um papel assinado pelo parceiro/a com promessa que nunca  deixará. O MEDO gera MEDO, logo este tipo de atitude normalmente condiciona o relacionamento, fazendo com que muitas vezes o parceiro tenha receio de entrar com profundidade no relacionamento. Este medo ocorre mesmo quando o parceiro está muito apaixonado.

É preciso praticar o controlo deste medo, soltar a necessidade de controlo sobre, e vivênciar cada relacionamento como uma experiência, sem carregar as mágoas associadas ao términos.

Nos novos relacionamentos é necessário conter a ansiedade, deixar os medos do passado no passado, vivendo o presente. É importante que cultive a auto-estima, e o amor próprio.  Não é facíl.... mas quem disse que AMAR  é fácil.







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