sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Dizer as palavras certas


Nada tem valor, a não ser o que nós atribuímos.

Em vários momentos na nossa vida sentimos a necessidade de dizer as palavras certas, e procuramos vocábulos, tom de voz e as vírgulas correctas para que a mensagem chegue na perfeição. A questão que se põe é que todas essas escolhas não criam necessariamente palavras certas, dado que elas não existe da parte do emissor mas sim da parte do receptor.

Dizer as palavras certas nem sempre corresponde ao emissor usar vocabulário correcto ou até mesmo educado. Muitas vezes a palavra certa é PQP, ou outro vocabulário de baixa índole. Dizer as palavras certas é tão somente a palavra que funciona, que faz o receptor despertar, tomar qualquer acção baseado nestas palavras. Para tal efeito, o emissor precisa retirar os julgamento nas palavras que escolhe. Repare que nem mesmo as palavras bonitas,  farão acordar um receptor de algo que possa estar mal.

Para o emissor dizer a palavra certa deve fluir do seu EU Superior, da sua ligação à Deus, pois ela trará a sabedoria na mensagem, que na realidade é a parte mais importante, a mensagem. As palavras de sabedoria não trazem o julgamento que o ego traz do bem e do mal, dado que o bem para um pode ser o mal para outro e vice-versa.

Para o receptor é necessário ele próprio ter a capacidade de perceber, nem tanto as palavras, mas a mensagem. É necessário o receptor perceber que mesmo que certas palavras o ofendam, a mensagem é o mais importante, até porque é sua escolha sentir-se ofendido ou não.

5 comentários:

Eduardo Montanari disse...

Em verdade vos digo que a palavra certa não é aquela que temos a dizer, mas sim o que a outra pessoa anseia em ouvir, ou seja, frustração eterna.

Anónimo disse...

Tudo se resume realmente á intensao que damos ás coisas, se realmente for dito com amor, a mensagem tocar-nos-á mesmo que nao sejam as palavras correctas e mesmo que nao seja o que a outra pessoa anseia ouvir, nao irá sentir essa frustração, irritação,..., pois como tocou no seu coraçao facilmente terá a possibilidade de aceitar o que lhe foi dito.

O meu encenador de teatro Avila Costa dizia que se um texto nao for dito com intensao é literatura, nao vem de dentro, entra num ouvido e sai no outro, podemos estar a dizer os nomes de uma lista telefónica e com a intensao que lhe damos fazer com que as pessoas sintam alegria, tristeza, ..., dependendo da intensao empregue.

Cátia Graça

O homem e a mente disse...

Mesmo a melhor intensão pode ser recebida da pior forma, aliás é recorrente este tipo de situação, tem muito a ver com o nível de compreensão do receptor

Stella Tavares disse...

Fiquei um longo tempo afastada da blogosfera e estou feliz por recomeçar por aqui. Estou sempre em sintonia com suas palavras e seus significados. É sempre um lugar edificante de se visitar e sair pensando.
bjs

O homem e a mente disse...

Que bom estar de volta eu também tenho estado um pouco afastado mas só por causa das mudanças que local. É sempre um prazer ter de volta.

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