quinta-feira, 23 de junho de 2011

Como se mantém o amor?


Certa vez alguém perguntou-me:

- Como se mantém o amor? Respondi que  nada mantém o amor, é o amor que deve manter tudo.

O amor é um circulo que envolve todos os círculos. Não obstante estarmos nunca sociedade que associa o amor a necessidade de posse e muitas vezes ao sexo, é tendência fazer-se o que for pelo amor. Este tipo de pensamento muitas vezes faz-nos cair na ideia que o amor é o acessório enquanto ele é a BASE.

A pergunta decorreu do facto da pessoa estar num relacionamento a distância e sentir um certo afastamento por parte da companheira.
No amor não há garantias e muito menos certezas. Ao contrário do que nos é ensinado, amar, não é o sentimento de posse, não é a necessidade de sentir que a outra pessoa nunca nos deixará, muito menos o medo irracional de traição ou de perda do parceiro. Quando a distância separa, os desejos físicos ficam mais carenciados e para manter uma relação nesta situação somente o amor mantém tudo ligado

Quando amamos não só devemos saber segura-lo mas também solta-lo, sem perda do amor que carregávamos. As situações de relações distantes podem ser sólidas quando se sabe o que se quer, não obstante de todos os riscos. Não adianta viver na desconfiança, no medo, deixe que a vida flua, deixe que o amor flua por si só, porque o amor é uma energia de libertação e não de contração.

Ame até não dar mais, e quando acabar, volte a amar.

7 comentários:

Rafaela Andrade disse...

Como tem gente escrava do que "acham" que é amor, é uma pena, chega a ser triste. É preciso aprender a amar. Um grande desafio da sociedade de hoje.

Um abraço
Rafaela

Neste final de semana
1-Se você faz o que todo mundo...
2-Muito prazer - campeões mundiais de vôlei de praia
3-Super liga masculina - Brasil vence e perde dos EUA
http://apenasumpontoesportivo.blogspot.com/

NOEMI disse...

Nós amamos as pessoas como elas são ?!

Desde que elas sejam como gostaríamos que elas fossem. Na realidade, há de nossa parte uma projeção daquilo que gostamos e admiramos no outro quando o outro se encaixa no nosso “modelito”.

NOEMI disse...

Não confie na frase de sua avó, de sua mãe, de sua irmã de que um dia encontrará um homem ou a mulher que você merece.

Não existe justiça no amor.


O amor não é censo, não é matemática, não é senso de medida, não é socialismo.

É o mais completo desequilíbrio. Ama-se logo quem a gente odiava, quem a gente provocava, quem a gente debochava. Exatamente o nosso avesso, o nosso contrário, a nossa negação.

O amor não é democrático, não é optar e gostar, não é promoção, não é prêmio de bom
comportamento.

O melhor para você é o pior. Aquele que você escolhe infelizmente não tem química,

não dura nem uma hora.

O pior para você é o melhor.

Aquele de quem você procura distância é que se aproxima e não larga sua boca.



Amor é engolir de volta os conselhos dados às amigas.

É viver em crise: ou por não merecer a companhia ou por não se merecer.

Amor é ironia. Largará tudo — profissão, cidade, família — e não será suficiente. Aceitará tudo — filhos problemáticos, horários quebrados, ex histérica — e não será suficiente.

Não se apaixonará pela pessoa ideal, mas por aquela que não conseguirá se separar. A convivência é apenas o fracasso da despedida. O beijo é apenas a incompetência do aceno.
Amar talvez seja surdez, um dos dois não foi embora, só isso; ele não ouviu o fora e ficou parado, besta, ouvindo seus olhos.
Amor é contravenção. Buscará um terrorista somente para você. Pedirá exclusividade, vida secreta, pacto de sangue, esconderijo no quarto. Apagará o mundo dele, terá inveja de suas velhas amizades, de suas novas amizades, cerceará o sujeito com perguntas, ameaçará o sujeito com gentilezas, reclamará por mais espaço quando ele já loteou o invisível.
Ninguém que ama percebe que exige demais; afirmará que ainda é pouco, afirmará que a cobrança é necessária. Deseja-se desculpa a qualquer momento, perdão a qualquer ruído.
Amar não tem igualdade, é populismo, é assistencialismo, é querer ser beneficiado acima de todos, é ser corrompido pela predileção, corroído pelo favoritismo. É não fazer outra coisa senão esperar algum mimo, algum abraço, algum sentido.
Amor não tem saída: reclama-se da rotina ou quando ele está diferente. É censura (Por que você falou aquilo?), é ditadura (Você não devia ter feito aquilo!). É discutir a noite inteira para corrigir uma palavra áspera, discutir metade da manhã até estacionar o silêncio.
Amor é uma injustiça, minha filha. Uma monstruosidade.
Você mentirá várias vezes que nunca amará ele de novo e sempre amará, absolutamente porque não tem nenhum controle sobre o amor...

NOEMI disse...

o texto anterior
Texto: Fabrício Carpinejar

O homem e a mente disse...

Por este motivo NOÉMIA é que não acredito no amor a primeira vista, porque quando se ama alguém que não se conhece, muitas amamos aquilo que projetamos da pessoa e não o que a pessoa é

Eu??? disse...

Lindo post :)
é assim que devemos ver o AMOR...

O homem e a mente disse...

Obrigado

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