segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Desencontros


...aos que buscam e não encontram,
aos que encontram e não reconhecem,

aos que querem ter e lamentam,
aos que têm e reclamam,
aos que amam quem não lhes ama,
aos que são amados por quem não querem,
aos que eternamente percorrem o infinito
percurso de busca não encontram,
aos que encontram e fazem o percurso de fuga...

A vida é feita de desencontros e encontros,
o mais importante é
saber o que busca para
reconhecer o que se encontrou.


4 comentários:

Anónimo disse...

Destino

Quem disse à estrela o caminho
Que ela há-de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta «Floresce!»
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda?

Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou à vermelha
O seu mel há-de ir pedir?
Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem...
Ai!, não mo disse ninguém.

Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela,
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino .
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'

... E com este poema termino:

Concordo que "(...) o mais importante é
saber o que busca para
reconhecer o que se encontrou"...

Mas ressalvo que, apenas podemos confiar no nosso instinto para cumprir o que nos foi destinado, errar faz parte do processo de aperfeiçoamento da nossa sensibilidade, infeliz de quem (cm eu) se recusa a faze-lo..

Um beijo aos bravos e valentes, uma flor aos demais.

FN

O homem e a mente disse...

Bom apreciação, só a sabedoria nos poderá guiar por estes caminhos sem que nos destruamos

Anónimo disse...

A vida é feita de encontros, desencontros....e de reencontros! Tudo começa aqui!

O homem e a mente disse...

De facto sim....

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