sábado, 18 de outubro de 2008

Broke up


É comum no término das relações a frase:

"Não hás-de encontrar ninguém como eu"

Bem eu acho essa frase uma idiotice, porque se está a terminar é porque não quer precisamente alguém como esta pessoa.

Algo que me faz confusão também, é são as pessoa que quando já não querem, em vez de assumirem, preferem destruir os outros, criando situações de grande irritabilidade, discussões, vêm defeito em tudo. Também existem pessoas que, quando dizem para acabar, e o parceiro aceitas pacificamente não se sentem satisfeitas. Outros ainda que quando terminam e poucos dias vêm o/a ex com outra pessoa, sentem-se traídos, e foram eles mesmo que acabaram.

Algumas amigas minhas depois de acabar diziam, que ainda bem que acabaram, que tinha que ser, mas choravam baba e ranho. Não seria suposto estarem felizes e a encharcarem a cara de tanta felicidade, já que a relação foi assim tão má.

O contraditório, são muitas coisas que se dizem no momento de terminar a relação, discussões constantes, defeitos, ofensas, etc..... acabam,...... no fim voltam. Será masoquismo?! Confesso que não tenho esta capacidade, viver em discussões constantes, principalmente as infundadas, para acabar a relação e depois voltar!? Hum, nah! Gosto de levar as coisas na paz, mesmo nos momento críticos, porque acredito que as coisas podem ser resolvidas com conversa.

Outra frase típica:

"Não dás nada na cama" ou "És um/a fraco/a na cama" ou ainda "Impotente"/"P***", "Não dás prazer"

Epa essa é o que mais baixo se pode ter, mas é preciso manter a calma e ser sempre superior. A resposta mais eficaz para estes caso, é dizer que vai recolher uma segunda opinião e já volta para dizer se o companheiro tem ou não razão. Outra que é boa também é perguntar a pessoa se já fez uma autoavaliação neste campo.

É verdadeiramente complexo este momento, porque o ser humano enche de raiva e mágoa, de tal forma que o resto deixa de ter valor.

5 comentários:

Catia Graça disse...

*A tipica novela mexicana*

heheheh...

É verdade, tenho a mesma opiniao que tu.

Existe uma grande imaturidade quando se trata de saber lidar com o "fim" das relaçoes (mas o mesmo se aplica ao "fim" de outras coisas).

A pessoa quer acabar, mas o orgulho que lhe enche o peito fa-la tomar atitudes menos correctas, isto porque o receio de se ficar sozinho, de mais tarde se arrepender, ..., estao sempre presentes.

Depois o facto de as pessoas tomarem as outras como "suas" durantes os meses/anos de namoro, faz com que sintam que ainda têm de ser elas a estar no "centro" para a outra pessoa e por isso se sentem indignadas e traidas quando vêem o ex-companheiro com outra pessoa.

Como será que fica uma relaçao depois de se findar e mais tarde voltar? Depois de terem trocado palavras muitas vezes barbaras um ao outro, de perderem o respeito que ainda poderia existir?
Já pensaram que a essencia nao é a mesma, e que iram sempre mais tarde mandar as coisas á cara um do outro e continuar a magoar-se?

O hábito leva muitas vezes a fazer com que as pessoas sintam que ainda amam o outro (mas nao a elas proprias), no entanto, nao percebem que a sua vida será regida por discussoes, orgulho ferido, imposiçoes, ...

As pessoas nao têm capacidade de saber realmente o que querem para si, e perante isso decidir de forma correcta e justa.

Tudo isto pelo facto de existires medos, receios, e quando se sentem sozinhos os pensamentos de arrependimento assombram as suas cabeças e pensam em voltar.

Como disseste há uns tempos, a morte de algo é o inicio de outra coisa, o mesmo se aplica neste caso. há uma relaçao que termina uma fase da nossa vida, como tal, ha que reflectir sobre ela e trabalhar as coisas boas e menos boas de forma a retirar de tudo isto uma aprendizagem. Mas a tendencia é chorar pelos tempos vividos que foram bons e ja nao voltam ( pois eles nao voltariam na mesma, mesmo que continuasse a relaçao).

Questiono, qual o verdadeiro significado do namoro?!

Por vezes sinto que esta sociedade ja o banalizou, e por isso andam desesperadamente á procura de pessoas perfeitas, e a exigir que o companheiro seja tudo o que sempre idealizou, e o pior de tudo é tomar a outra pessoa como sua.

Para mim, a outra pessoa tem de ser a cima de tudo companheira, amiga, pois quando forem velhinhos a beleza e tudo o que idealizaram ja nao estará presente, mas sim as palavras de conforto, diversao,...

Mesmo que se esteja casado nao podemos tomar a outra pessoa como nossa. Se como costumamos dizer "a vida é so uma", estaremos nós no direito de limitar a outra pessoa de vivenciar experiencias que poderiam ser gratificantes e enriquecedoras para o seu crescimento pessoal, apenas porque nao queremos, pelos nossos receios,...?!

Nao temos realmente esse direito.
Terá de haver a capacidade de colocar o assunto na mesa e debate-lo de forma saudavel, ajudarem-se a ver os "pros e os contras" e tomarem uma decisao que sintam que nao será penalizadora para ninguem, que ambos estao dispostos a lutar pelo mesmo objectivo e entao irem os dois á luta :oD.

Afinal todos nos gostamos de realizar projectos construidos no passado, e que de mais saboroso pode existir que o nosso companheiro estar do nosso lado e lutar connosco!? Até porque nada é facil de se conseguir tem de haver esforço, e existem sempre momentos de cançaso que nos levam a uma certa fraqueza.

Nao criem situaçoes desnecessarias e desgastantes, aprendam a colocar as coisas em cima da mesa e debater sem esterias. Pois quando estiverem a entrar nesse campo é porque chegou o momento de fazerem uma pausa, reflectirem e mais tarde retomar calmamente de forma a esclarecer as coisas e nao arranjar mais pontas do novelo e apontar a "arma" ao companheiro, pois a "culpa" nao é so de uma das partes.

Eu tenho muito a agradecer por ter encontrado um companheiro, que é meu marido, meu amigo, meu pai, meu irmao, ...

Tenho muito a agradecer-lhe :oD

Amem-se primeiro a vós para mais tarde estarem aptos para amar o outro sem exigencias utopicas.
Respeitem o outro e nao criem uma relaçao com base na mentira, pois se escolhemos aquela pessoa para nos acompanhar o resto da vida ao criarmos mentiras nao estamos a mostrar o que realmente somos e isso vai criar situaçoes que nao serao satisfatorias para ambos os lados.
No entanto, ha que ter em conta que por vezes é o facto de se criarem limitaçoes ao nosso companheiro que o leva a mentir, e aí a origem dessa atitude tambem passa por nós.

Beijos

O homem e a mente disse...

As relações humanas são muito difíceis, é preciso ter muita sabedoria para não se entrar nas espiral descendente que muitas relações tomam.

O namorar deveria ser precisamente o processo de conhecimento, da pessoa que queremos ao nosso lado. Actualmente o namoro, muitas vezes é um mero passatempo, onde raramente se aprende alguma coisa, onde se vive essencialmente da suposta paixão, onde se acredita que amor e uma cabana é suficiente para toda a vida.

As diferenças sociais, e quando refiro sociais, falo em tudo, comunicação, dinheiro, forma de pensar, agir,etc; são dos principais factores que levam ao fim do sentimento afectivo.

É verdade quando dizes que o hábito faz pensar que muitas pessoas ainda amam, mais ainda é o medo da mudança.

Certa vez disse a minha namorada (ex agora :) ), que as vezes as coisas são perfeitas exactamente como estão, e que tentar torna-las mais perfeitas acaba por destruir mais que construir. Tento passar sempre esta mensagem as minhas amigas, sim amigas, porque a mulher tem maior tendência para não se contentar com tudo.

Meu pai certa vez disse, que um relacionamento, casado ou não, amigo, pai, cunhada etc, basta viver junto, irás receber sapos para engolir e darás sapos para engolir, mas que o mais importante é que te lembres sempre porque motivo gostas destas pessoas que te envolvem.

PGA disse...

http://www.youtube.com/watch?v=aA4HwFHiYyA

O homem e a mente disse...

Um interessante o link, quem é?

PGA disse...

http://en.wikipedia.org/wiki/Neale_Donald_Walsch

Gostei do link. Por isso te o enviei.
Pareceu-me inspirador.

Este autor tem umas conversas interessantes. Apesar de meter muito God nos temas. Se ouvires algum audiobook ou pegares num livro, percebes logo que não há nada de religioso nos textos dele.

Apenas maneiras de ver o mundo ou de fazer perguntas e obter respostas, diferentes e surpreendentes.

Achei piada a esta frase dele...

'Hitler went to heaven!'

Doido, mas depois de veres, entendes o contexto.

Um abraço
Pedro

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