domingo, 14 de setembro de 2008

Saber sobre a vida


Um amigo meu disse-me que sabia muito sobre a vida. Sinto-me lisonjeado, mas devo dizer que pouco sei dela. Na realidade, a diferença, está como eu olho para as várias situações da vida.

Primeiro eu observo muito os outros, pois adoro a diversidade, as diferenças, semelhanças, etc.

Segundo, encaro a dor como parte integrante da vida, algo que nos faz valorizar muitas vezes certos momentos, nos faz reflectir com maior profundidade sobre coisas menos triviais.

Terceiro, faço sempre introspecção do que sou, faço, penso e reflicto. Atenção que introspecção não é o mesmo que reflexão. Se estamos vivos, é para melhorar, por isso durante a vida devemos tentar melhorar o máximo que podermos.

Quarto tenho uma curiosidade saudável pela vida, conhecer novas coisas, culturas, pessoas, sensações e emoções.

Quinto procuro o lado positivo da vida, porque muitas vezes aquilo que de mal pensamos que correu, está a salvar ou para ter algo melhor, vindo de um provérbio chinês "seek the good in bad".

Sexto, sei que ser corajoso/a não é não ter medo, mas é partir para luta mesmo tendo medo.

Sétimo, a sorte só existe para quem acredita nela. E quem acredita na sorte, não acredita no azar, somente na pouca ou muita sorte.

Oitavo, aprendi a gostar de mim assim como sou, aspecto físico, sim aprendi, porque como todos nós em geral, existe sempre algo em nós que não gostamos.

Nono, senti que Amor também é dor, mas que essa dor não é maior que o próprio Amor.

Aprendi a estar triste, desmotivado, em baixo, desapontado, pois todos este estados, a ela pertencem, à vida. Mas, por cada um dos estados, sempre me lembrei que devo erguer a cabeça no tempo certo para sair deles, e olhar para um futuro.

Aprendi encarar os estados anteriores mencionados, como a morte de uma fase, para o nascimento da outra. Tradicionalmente choramos a morte, e lembramos a dor que nos marca, entretanto não fixamos tão facilmente a alegria de um novo nascimento, heis o que faço, foco no nascimento.

Em suma, simplesmente sou alguém, que em vez de ver a vida passar, decidiu passar pela vida, decidi aprender observando os outros, e explorar o melhor que a vida me pode oferecer. Aprendi como a minha celebre frase a "Manter o rosto sereno no fogo do inferno".

2 comentários:

Catia Graça disse...

Hummm...amo este texto!
Tem encaro as coisas assim, embora ainda nao consiga executar todas como desejaria, mas com o tempo heide chegar lá.

A maior parte vê a vida a passar por elas, pois em vez de enfrentar o sofrimento e o transforar em algo positivo, começa a criar defesas e mais defesas, que os colocam numa concha fria.
Depois acabam por viver em ansiedades e depressoes por se focarem em promenores que as destroiem por dentro, pois nao vivem o mundo exterior, o mundo que nos prepara e nos torna fortes, que nos ajuda a "saber sobre a vida".

Se nao conhecermos pessoas novas, culturas,..., nao existe partilha, nao existe aprendizagem.

O que me fascina e dá sentido á vida é realmente toda esta partilha de experiencias e sensaçoes.
Tenho o defeito de me "vidrar" demais nas pessoas em vez das pessoas que tenho mais proximas (familiares,...) que muitas vezes tambem precisam tanto ou mais da minha atençao, talvez por sentir que as pessoas de fora precisam da minha presença nas suas vidas ate que o meu contributo (mensagem) seja passada, e os que sao "meus" permanecem,... :os

Imagino-me a viver sem contribuir para o crescimento interior dos outros, sem essa partilha intensa e realmente nao consigo.

Aos meus 16 anos tomei consciencia que precisava de tudo isto para alcançar os meus momentos de felicidade, para me sentir viva e motivada para continuar... por isso construi a frase: Preciso de todos voces para ser feliz.

É fascinante todo este mundo do sentir.

http://uk.youtube.com/watch?v=bjtl2gbolSI&feature

Adoro-te

O homem e a mente disse...

Pois é amiga, por vezes pergunto, a aqueles que de tudo têm medo, porque vivem.

Se tens medo de arriscar, viajar, conhecer coisas novas, se tens medo da diversidade, semelhança, diferença, do amor, da tristeza, do sorriso, do choro, do passado, do futuro, de lutar, de desistir, de falhar, de acertar, de vencer, de perder, de apreciar o dia, de apreciar a noite, do mal, do bem e da esperança.

Pergunto, para quê vives, se a vida te foi abençoada precisamente para poderes desfrutar de tudo isso?

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