sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Por amor de Deus

Quarta-feira conheci alguém, uma rapariga, que muito sorria, de muita alegria, e disse-me interessante quando lhe perguntei se ela acreditava em Deus. Confesso que é uma pergunta um tanto fora de hora para o momento, mas que gosto de fazer nos momentos de alegria a certas pessoas.

A resposta obtida dela foi:
"Não acredito em Deus porque ele matou o meu pai."

É interessante que muita gente culpa Deus por todas desgraças que acontecem, mesmo aqueles que nele não acreditam, aliás, é dos motivos muitos justificam a não existência de Deus. A questão que eu ponho é a seguinte:

Assumindo a existência, não obstante o leitor acreditar ou não, assumindo que acredita, queria que Deus lhe dissesse tudo que tem que fazer na vida?

Foi o que perguntei a rapariga, se foi Deus que escolheu os namorados.

Tenho andado a fazer uma pesquisa entre o meus amigos, e verifico que quase nenhum acredita em Deus.

É interessante que expressões como "Aí meu Deus", "Por amor de Deus", entre outras, são ouvidas tanto dos crentes ou descrentes, porque tornou-se somente uma expressão, da linguagem corrente.

2 comentários:

Catia Graça disse...

Acho realmente interessante e tambem me tenho deparado com situaçoes destas. Realmente as palavras acabam por ser banalizadas, e utilizamos expressoes por utilizar.
É realmente mais facil colocar a culpa nos outros e claro quando sentimos que nao existe explicaçao para as coisas e nao podemos culpar mais ninguem lá está "Deus" para levar com as culpas e injustiças, é realmente mais facil e nao ficamos com peso na consciencia.
Todos temos a necessidade de acreditar em algo, pois nos momentos de "desespero" é nessa força que nos apoiamos.
Acredito numa força sim, e nao lhe dou o nome de "Deus", pois como disse no outro dia a uma amiga esta palavra já está muito banalizada. Nao me intereça a sua forma ou cor, mas sim a força positiva que sei que existe em tudo o que nos rodeia principalmente nas coisas mais simples.
Todas as religiões falam dela, mas utilizam-na conforme lhe convem, é por isso tambem que as pessoas acabam por banalizar e nao entender realmente o sentido da verdadeira força "divina". Eu sigo a minha propria religiao que se baseia na simplicidade da vida, nao a imponho a ninguem, nao ganho dinheiro com ela, ..., simplesmente é a forma que arranjei para estar com esse "Deus" (força,...).

O homem e a mente disse...

De facto as religiões usam este factor a seu belo prazer. Não importa no que se acredita, o importante mesmo é acreditar.

Quando estive em Luxemburgo, no hostel onde estava hospedado, antes de dormir vi um senhor, já cansado pelo tempo, a rezar antes de ir dormir. Digo-te, senti-me inferiorizado. Porque muitas pessoas no dia-a-dia, com boas condições que têm na vida, não o fazem. Percebi porque motivo as pessoas mais pobres são mais religiosas.

Socialmente digo que independentemente da existência ou não, a Crença em Deus e a religião são muito importantes, porque com os desníveis sociais, que cada vez mais se acentuam, haveria muitas revoltas.

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