sexta-feira, 6 de junho de 2008

Abraço

Hoje passei umas 3 horas na cama a pensar, sentia falta de alguma coisa, entre muitos outro pensamentos da vida corrente, mesmo estando numa maré de crescimento, sentia que me faltava algo.

Comecei por recordar outros momentos, em que mesmo cansado, sentia-me confiante em relação a qualquer adversidade, sentia-me determinado, intocável.

Ainda lembrei do melhor abraço que já tive até agora, que foi de uma criança de 6 anos, esta lembrança, fez-me esboçar um sorriso no meu rosto. Foi mesmo um grande abraço, senti-me tão protegido com aquele abraço, como se de um anjo se trata-se. Tentei lembrar-me se alguma vez me tinha sentido tão protegido com um abraço, e verifiquei que nunca recebi abraços dos meus pais quando era pequeno.

Mas não era este abraço que sentia falta, sentia falta de outro abraço, e nesta busca dos abraços, cheguei a conclusão que não só sentia falta de abraço, mas também sentia falta de abraçar alguém.

Daí, lembrei do lote de pessoas que conheço e conheci que passam ou passaram pela mesma sensação, por mais variados motivos, e que buscam desalmadamente subterfúgios para poderem esquecer a ausência. De quê,.... de um abraço? Não,.......de afecto.

Cheguei a alguma conclusão??!!!

A ausência de afecto definitivamente condiciona a boa disposição, a motivação, o objectivo de lutar para. Esta ausência afecta mesmo aqueles que dizem que querem estar sozinhos.

Toda esta falta de afecto é procurada nos amigos, em saídas, em grande gargalhadas, não obstante por detrás de cada sorriso estar no olhar um grande
tristeza.
A parte dolorosa vem depois, no fim das gargalhadas, quando cada um vai para sua casa, e somos confrontados com o vazio do nosso espaço. Aí, somente a almofada é o confidente. Porque será ela que irá absorver as lágrimas, que escorrem dos olhos, com grau de salinidade triste, deixando no rosto trilhos demarcados da falta de amor, por onde escorre numa corrente de tristeza, até chegar ao leito de todas outras lágrimas que naquela almofada desaguaram.




Na falta de um abraço, a solução não é qualquer abraço, mas sim AQUELE ABRAÇO, aquele momento de ternura, paixão, afecto e carinho, em que as partes se tocam, criando uma sinergia de sentimentos, libertando um aroma corporal, exprimindo emoções não fictícias e esquecendo o mundo.

No fim de tudo, no dia-a-dia corrente, abraçar é algo que não damos muita importância, mas que tem um poder reconfortante enorme.

HOJE GOSTARIA DE TER TIDO O TAL ABRAÇO!

4 comentários:

ROSA AZUL disse...

Entao bro?Nao 'es tu que queres ficar sozinho??
Nao vale a pena culpar os pais pela falta de abraco,porque tu sabes que nos' africanos nao somos muito de abracos entre familia.Arranja namorada faz favor.Mas desdE aqui mando-te AKELE ABRACO.

O homem e a mente disse...

Não é culpar os pais, mas foi o raciocínio em relação tudo isso. Não fala só de mim, mas também de pessoas que conheço. Achei interessante o desenvolver do pensamento. E como sabes bro, nunca escrevo só de mim, abranjo o geral. :), mas gostei da frontalidade.

Catia Graça disse...

Só a palavra abraço me deixa de coração apertado.
Para mim, é sem duvida um gesto essencial, pois com ele conseguesse derreter a cria de coração mais frio ao cimo da terra.
Um abraço tem um poder enorme, sendo mais confortantes que muitas palavras.
Não percebo porque as pessoas se privam de os dar, é uma sensação maravilhosa!

Adoro-te, nao te esqueço, nem do nosso abraço!!

Beijitos e abracinhos grandesssssss :oD

O homem e a mente disse...

Adorei Cátia,a tua sensibilidade em apreciar um acto tão vulgar, mas tão importante também, um acto de conforto de carinho e atenção. Tenho muitas saudades, temos que nos voltar a ver e conversar.

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