domingo, 25 de novembro de 2007

Pessoas e padrões

...algo que venho observado na nossa sociedade é a avaliação social do indivíduo. Muitos psicólogos avaliam as pessoas muitas vezes com base em determinados padrões. Aliás, provar padrões é base do nosso desenvolvimento científico.

Lembro-me quando tinha ainda 7 anos, tentar falar de certo assuntos com miúdos da minha idade, e não conseguia, entretanto conseguia com pessoas adultas, mas era impedido pelos meus pais. Ao longo do crescimento tive que adaptar-me ao facto de ser criança, necessariamente tinha que ter determinado tipo de pensamento. Embora estive, sempre adorei observar e escrever sobre a sociedade. Nem mesmo aos 14 anos conseguia manter uma conversa sobre assuntos, diria, mais profundos, era encarado como um maluco hehehe.

Continuando sobre pessoas e padrões...Durante a nossa fase de crescimento a sociedade molda-nos para termos determinados padrões, sociais, comportamentais até mesmo psicológicos. Se estiver fora disso, é considerado um outsider.

Eu acredito que quando nascemos nossa personalidade já está feita, e que nascemos com alguma sabedoria já intrínseca ao nosso ser. Com o crescimento esta personalidade vai sendo moldada pelo meio ambiente envolvente assim como pela educação dada. Por esse motivo o conceito que uma criança é inocente e desprovida de maldade é uma ideia romântica.

Certo dia conheci alguém que de certa forma fora vítima pelo simples facto de na dada idade, não ter um determinado padrão. Esta pessoa, acabou por ser medicada, pois os pais, não conseguiam lidar com a situação. Bem, isso faz-me pensar:

- Humm o que aconteceria se os meus pais me tivessem levado ao psiquiatra como sempre prometeram? Ufa, safei-me de uma....mas não me safei de uma consulta ao médico para ver se eu ouvia bem, hehehe, a minha mãe pensava que eu era surdo hahahaha, porque quase nunca ouvia quando ela me chamava.

Existem muitos problemas com crianças que podem ser resolvidos por uma táctica que eu chamo de "O segundo EU"... mas disto falo outro dia.....
Continuando o conto, quando conheci essa pessoa vi que fora vítima dos padrões pré-concebidos da sociedade, e tudo começava por onde começam quase sempre os problemas existenciais, A FAMÍLIA, mais directamente muitas vezes, OS PAIS.

A falta de sabedoria, para enfrentar determinadas situações, e atenção sabedoria, não é o mes mo que o conhecimento...

"Sabedoria é a arte de saber usar o conhecimento, enquanto o conhecimento por si só representa um processo cognitivo e a inteligência representa as associações e acções que se faz dos vários conhecimentos (falando de forma superficial). Então podemos exprimir matemáticamente:"

CONHECIMENTO ⊂ INTELIGÊNCIA ⊂ SABEDORIA
**Existe uma pequena questão nesta expressão...espero que observem qual é :)

...desespero natural nas pessoas. Neste caso algumas coisas podiam ser tratadas com um bocado de táctica. Mas alegro-me em saber que muito foi resolvido, mesmo quando os próprios diziam que era impossível. Há algo que temos que aceitar, o ser humano, é e será sempre facilmente manipulável, e a essência de o fazer está exactamente em saber qual é a chave de cada um. Atenção que o que me referi não são pessoas que realmente precisam de atenção médica, mas sim de uma situação familiar estável, porque o problema não é tanto no foro psicólogo mas sim no afectivo.

Vem à memória agora, quantas vezes os meus pais chamava-me de maluco, verdade seja, dita, até eu achava hehehe. Mas comentário depreciativos afectam muito a forma como uma criança passa a olhar para sim mesmo, a não ser que, a pessoa tenha uma consciência muito forte de si mesmo. Na 12 tive que adaptar-me, mas reparava que não era necessariamente eu o maluco, mas que a sociedade, para a minha idade, tinha um determinado padrão, que para minha idade, eu devia pensar e agir de uma determinada, forma, a partir daí, tive que coexistir com 2 facetas.

Lembro-me que já constuma a escrever sobre a sociedade, aos 8, analisar comportamentos, e etc, o meu maior conflito era com os professores, hehehehe, visto que a nível de ideias pouco discutia com os meus pais. Lembro que no 4º ano (acho eu), com era da praxe, no início da aulas, escrever uma composição sobre as férias. Naquele ano a professora ficou chocada, porque a minha composição resumiu-se em "lavar a loiça e limpar a casa". Ela perguntou se eu não queria alterar fazer outra, eu disse que não. Como resultado, obrigou-me a faze-lo, ou..... palmatória......bem,aí a minha escolha foi fácil... PALMATÓRIA!. Eu sempre achava uma hipocrisia escrever composições como contos de fadas só para satisfazer os outros, quando na realidade não o era. Principalmente pelo meus colegas, pois eu de certa forma sempre tive uma boa vida, graças aos meus pais.

Lembro-me que quando estudava em Linda-a-Velha ter feito um avião a aterrar, aviões, minha grande paixão, em perspectiva, com 7 anos, e professora, disse que as nuvens não são cinzentas, e dentro de mim passou um pensamento que de certa forma achei arrogante para minha idade: "Não vale a pena explicar, ela é uma ignorante.".

Finalizando, eu acho que as pessoas, muito embora tenham que ter determinados padrões mínimos para viver em sociedade, também precisam de ter o seu espaço de crescimento pessoal. Ou seja, não assumir determinado estigmas, como, "mulher quer sempre casar", "se é criança, não sabe nada, ou não mente", "se é uma teen não nada na cabeça", porque muitas vezes fazem aquilo que a sociedade espera que façam por estarem naquela faixa etária, ou por se apresentarem de determinada forma. Tudo para que se sinta fitin.

2 comentários:

Anónimo disse...

é impressionante como os textos são bons ,informativo,educativo esclarecedor e se as coisas fosem assim seriam bem mais aproveitavel o nosso tempo.

O homem e a mente disse...

obrigado

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